domingo, 28 de junho de 2020

Balmoral Beach to Circular Quay

Na sexta-feira, encontrei a Rhaíssa no ponto de ônibus de Neutral Bay para chegarmos a Balmoral Beach. Essa praia fica a apenas 4 km da minha casa, mas como teríamos um longo dia pela frente preferimos ir de ônibus mesmo. Ao descermos, aproveitamos para dar uma explorada em Balmoral, que a Rhaíssa só conhecia de passagem, fomos até a Rocky Point Island e tudo mais. Isso feito, era hora de começarmos o dia!

Seguimos a Headland Park Walking Track, que nos levaria a Middle Head. Aproveitamos para dar um pulinho rápido nas praias de Cobbler e Obelisk, mas nos divertimos mesmo foi nas fortificações e batteries de Middle Head. Vencida essa etapa, caminhamos pela Chowder Bay Rd até George's Head, seguindo para Clifton's Garden e então Taylor's Bay Track, que nos levou até Bradley's Head, onde fizemos uma pausa para almoço. Interessante notar que nosso desempenho até então havia sido pífio, o que me deixou ligeiramente mal humorada!

Após o almoço, engrenamos em um ritmo bem melhor e rapidamente passamos pela Taronga Zoo Wharf e por Little Sirius Point, que nos rendeu uma longa pausa para fotos maravilhosas. Seguimos então para Sirius Cove Reserve e South Mosman's Wharf, onde encontramos um gatinho fugitivo e paramos por alguns minutos para agradá-lo e tentar localizar os donos (spoiler: levou quase duas horas para nos retornarem, mas o gato foi encontrado e está bem!).

A próxima seção não era muito interessante, de forma que passamos rapidamente pela baía de Mosman até chegar ao Reid Park, em uma caminhada bastante urbana. A partir de então, voltamos à trilha, que nos levou até Cremorne Point e Robertson's Lighthouse e de volta às ruas, em Bogota Avenue. Com mais um trecho caminhando pelas ruas de Lower North Shore, e pulando a "entrada" em Kurraba's Point, rapidamente chegamos a Neutral Bay Wharf, de onde decidimos que atravessaríamos a ponte neste dia! Sabíamos que isso ocorreria lá pelo pôr-do-sol, mas por se tratar de uma caminhada urbana não seria problema. Eu estava até com uma headlamp para se precisássemos percorrer um trecho de trilha no escuro, mas não seria o caso.

Após Neutral Bay, passamos pelo Anderson's Park, Sub Base Platypus e Milson Park antes de chegarmos até Mary Booth Reserve Lookout, de onde assistimos um belíssimo pôr-do-sol sobre a icônica Harbour Bridge. Durante esse caminho, pudemos observar a Opera House de muitos ângulos diferentes, com iluminações igualmente distintas devido à mudança de posicionamento do sol. Muitas fotos e imagens mentais guardadas.

Seguimos até Milson's Point, de onde tiramos mais algumas dúzias de fotos da Opera House ainda antes da total escuridão. Pouco depois, subimos os degraus para cruzar a famosa ponte, coisa que há muito eu não fazia. Atravessando a Harbour Bridge, já no escuro, pudemos encontrar diversos farois, que marcavam pontos específicos de nossa jornada até então e nos fazia realizar o quanto já havíamos percorrido em apenas um dia e no projeto completo! Terminando a ponte, tomamos à esquerda e fomos até Dawes Point, que nos rendeu mais algumas belas fotos da Opera House! Seguimos pelas passarelas demarcadas até finalmente chegarmos em Circular Quay, onde encerramos o nosso dia, após cerca de 30 km caminhados! Para repor as energias gastas, jantamos e bebemos no restaurante Zia Pina, em The Rocks.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Manly Wharf to Balmoral Beach

Após a chegada em Manly Wharf no final da tarde de sexta-feira, optamos por uma caminhada mais light no sábado. Tanto eu quanto a Rhaíssa havíamos dormido mal e houve problemas com o horário das balsas para chegar em Manly, o que nos fez precisar refazer os planos para ir de ônibus, consequentemente chegando no ponto de partida um pouco mais tarde do que o pretendido.

Isso não nos atrapalhou nem desmotivou! Ainda sentindo o frio da manhã, começamos a andar sentido sul, passando rapidamente pelas prainhas de Fairlyght e Forty Baskets antes de adentrarmos na reserva que contém Dobroyd Head, meu trecho favorito dessa trilha! No sábado, porém, muitos Sydney-siders tiveram a mesma ideia que nós, causando um movimento inesperado para a localização - apesar de ser uma das trilhas clássicas de Sydney, eu nunca havia visto tanta gente nela!

Passamos pelas praias da reserva e pelos Engravings sem muita paciência por ter que desviar de tantas pessoas, algumas mal educadas o suficiente para não se manterem à esquerda e não fazerem fila única ao passarem como grupo. Porém não tardou para que chegássemos a Castle Rock, que por sorte tinha pouquíssima gente - apenas dois casais e um outro grupo de umas seis pessoas. Acabamos ficando por ali um tempo para relaxar e almoçar e vimos vários grupos chegarem e partirem. Quando o sol mudou de posição e a praia esvaziou, decidimos seguir também.

Rapidamente chegamos em Clontarf, por onde caminhamos na areia. Muitas fotos depois, alcançamos e cruzamos a Spit Bridge, que é o tradicional ponto de encontro para a trilha quando feita no sentido oposto do nosso (Spit to Manly). Nessa altura, a Spit tinha pouco movimento de pedestres, mas muitos veículos de todo tamanho passavam por ela.

Bifurcamos na Parriwi Rd e ao avistarmos o farol decidimos descer as escadas, super inclinadas. Havia uma sinalização de que dependendo da maré haveria um caminho para Chinamans Beach, que também poderia ser acessada pela rua logo à frente. Ao terminarmos as escadas, notamos que o acesso à praia seria pelas rochas ligeiramente molhadas, porém ainda acima do nível da água. Estava mesmo faltando um pouco de desafio nas nossas andanças! Havia muitas crianças se divertindo por ali e a iluminação estava perfeita para mais uma sessão de fotos, sempre controlando a maré para podermos chegar em segurança à praia sem precisar subir todas as escadas e desviar pela Parriwi Rd...

Ao sul de Chinamans, entramos em Rosherville Reserve, caindo logo na Hopetoun Ave/Burran Ave, que nos levariam ao final de nossa jornada. Chegamos à prainha ao norte de Edwards Beach, passamos por Edwards Beach e continuamos mais alguns metros para finalizar os aplicativos no ponto de ônibus próximo à ilhazinha de Rocky Point Island cerca de 15h30. Demos mais uma voltinha em Balmoral e entramos em um ônibus para Neutral Bay, para tomarmos um drink no Pocket Pita antes de jantarmos e bebermos no The Colonial.

domingo, 21 de junho de 2020

Long Reef to Manly Wharf

Dando sequência ao projeto de contornar a costa de Sydney caminhando, na sexta-feira eu me encontrei com três amigos: além da Rhaíssa, também se juntaram ao time o Felipe, amigo de longa data que hoje em dia trabalha comigo, e a Iara, que eu conheci em um grupo feminino de trilhas no WhatsApp.

De ônibus, fomos até Collaroy, de onde voltamos um pouquinho até chegar à altura de Long Reef, onde iniciamos a caminhada. Como a maré estava bem baixa, foi possível atravessar a lagoa de Dee Why pela praia mesmo, o que há algum tempo eu não conseguia! Vencida a praia de Dee Why, entramos na Dee Why to Curl Curl Coastal Walk, uma seção muito agradável e arborizada. Há alguns mirantes no meio do caminho, sendo o mais bonito, em nossa opinião, o último, já com vista para a North Curl Curl Rock Pool além das praias - armamos o tripé ali e nos divertimos bastante com a câmera!

O trecho entre Curl Curl e Freshwater é curtinho e bem pavimentado, não tardando para que chegássemos à última etapa da manhã: a curta, porém íngreme subida ao sul de Freshwater, que daria acesso a um pequeno trecho urbano que culminaria em Queenscliff - Queenscliff é uma praia conectada ao norte de Manly, de cuja existência eu nunca me lembro, chamando tudo por ali de Manly mesmo. A fome já batia, mas decidimos finalizar essa etapa.

Então, tive a ideia de levar o grupo ao meu cantinho preferido de Manly, o wormhole, que fica próximo à Queenscliff Rock Pool, onde fizemos nosso picnic e aproveitamos a pausa para mais uma sessão de fotos. Com as energias recuperadas, Felipe decidiu encerrar a jornada, enquanto as meninas resolveram estender a trilha indo ao North Head.

Cerca de 11 km nos separavam de nossa próxima meta, que era chegar à Manly Wharf porém pelo North Head em vez de simplesmente cruzar pelo Corso. Seguimos a caminhada, chegando rapidamente a Shelly Beach, que estava mais lotada do que a temporada pós-coronavírus pedia. Seguindo pela trilha, descobrimos pouco depois que estava fechada de segunda à sexta, devido a trabalhos de recuperação. Tivemos que regredir um pouco, contornando pelo bairro até encontrarmos um caminho pelo parque mesmo, que nos levou ao St Patrick Estate Manly.

De lá, pegamos a Darley Rd seguindo a pé pelo North Head Scenic Drive. Chegando ao Fairfax Lookout, nova sessão de fotos, dessa vez tendo os cliffs como motivo principal. Continuamos pelo Scenic Drive, cortamos The Barracks Precinct e prontamente decidimos seguir pela Collins Beach Rd - na verdade, eu tomei essa decisão sozinha, comunicando às meninas que havia mais uma praia que eu gostaria que elas conhecessem, mas que precisávamos apressar o passo pois fechava durante as horas escuras do dia.

Chegamos em Collins Beach poucos minutos antes do pôr-do-sol, mas o suficiente para explorar a praia, fotografar a pequena e simpática queda de água que há no canto norte e aproveitar as vistas da prainha. Não muito tempo depois entramos na Skinner's Reserve, aumentando novamente a velocidade para sairmos logo do trecho de mata. Rapidamente alcançamos o boardwalk que leva a Little Manly, onde pudemos contemplar o sol se despedindo. Pegamos a Stuart St e chegamos à East Manly Cove Beach, caminhando até a entrada da Manly Wharf para encerrarmos o dia. De lá, saímos para uma merecida comemoração com cervejas artesanais no 4 Pines Keller Door, um dos meus bares preferidos de Sydney.

domingo, 7 de junho de 2020

Newport to Long Reef Beach

Continuando a saga pelas Northern Beaches, encontrei a Rhaíssa no sábado para retomarmos o caminho em Newport, onde havíamos concluído a trilha da sexta-feira. Devido à diferença de horários de ônibus entre os dias da semana, ela tomou o 190x às 09:38 na Wynyard Station e eu a encontrei dez minutos depois em Neutral Bay Junction. Seguimos juntas até Newport, onde fizemos um rápido alongamento no ponto de ônibus mesmo.

De lá, seguimos sentido sul, com uma rápida caminhada pela praia seguida de parada para fotos na piscina de Newport. Retomamos as andanças pela Myola Road até a Bungan Head, com uns trechos bem chatos de subida. Optamos por não descer até Bungan Beach, apenas observamos do alto. Seguindo até Mona Vale, adentramos a Mona Vale Headland Reserve, que nos levou à pequena e charmosa Basin Beach, uma prainha conectada à Mona Vale Beach. Fizemos uma parada para o nosso picnic próximo à piscina, onde uma gaivota encrencou comigo e achei que seria meu fim... Sobrevivi às gaivotas, entrei no mar rapidamente para aliviar as batatas das pernas e seguimos pela praia sentido sul, até encontrarmos um caminho bonitinho e apertadinho que nos levaria a Warriewood. A chegada a essa praia foi maravilhosa e pouco poderia imaginar que ela seria acessível também de carro!

O ponto alto de Warriewood foi uma casa quase à beira-mar, mas ainda com certa altitude, que tinha um labrador pleníssimo, curtindo sua vida em um belo jardim ao som das ondas, haha. Ele é feliz e nem sabe (ou sabe!). Ao sul de Warriewood, entramos em mais uma reserva, Turimetta Headland Reserve. Além dos magníficos mirantes em ambas as direções, em Turimetta nos chamou a atenção uma área de floresta que segue fechada desde a temporada de queimadas, que teve início em junho 2019 e cujo desgaste ainda não foi totalmente recuperado.

No trecho final da reserva, já avistamos a lagoa e a praia de Narrabeen, que seriam o fim da caminhada planejada para esse dia. No entanto, após mais uma pausa ao sul de Narrabeen decidimos seguir um pouco mais, passando brevemente por Collaroy Beach e chegando a Fisherman's Beach, a partir de onde subimos o morrinho até a reserva de Long Reef. Caminhamos ali por cima e descemos brevemente até a praia de Long Reef, onde tiramos algumas fotos e pude molhar os pés pela última vez no dia. Subimos novamente para retomar a Bicentennial Coastal Walk e encerramos a jornada em frente ao Long Reef Surf Life Saving Club, de onde partiremos na próxima semana. De lá, pegamos um ônibus em direção a Brookvale para as merecidas cervejas na Nomad, outra cervejaria independente de Sydney de ótima reputação.

sábado, 6 de junho de 2020

Palm Beach to Newport

Na sexta-feira, 12/06, iniciamos a descida de Palm Beach pelas Northern Beaches. O plano inicial era caminhar até Avalon. Mas o plano inicial também era descer do ônibus o mais perto possível do farol, e não deu certo, hahaha.

Minha amiga Rhaíssa pegou o ônibus 190x às 09:05 na Wynyard Station e eu a encontrei dez minutos depois na Neutral Bay Junction. Seguimos até o ponto final, que era no início de Palm Beach. De lá, caminhamos por toda a praia sentido Barrenjoey Lighthouse e subimos até o farol pela rampa - não nos aventuramos pela Smugglers, pois teríamos um caminho bem comprido pela frente ainda. Lá do alto, presenciamos um lindo arco-íris! Descendo, fizemos todo o retorno até o começo de Palm Beach, onde, ao lado da piscina, pegamos a trilha, que se inicia em uma escadaria sem fim.

Finda a escadaria, caímos na Whale Road, que nos acompanharia por um bom trecho. Após passarmos pela Whale Beach, e ainda seguindo na Whale Road, chegamos à entrada da Careel Headland Reserve, que foi uma grata surpresa! Após subirmos vários degraus e adentrarmos uma floresta belíssima, chegamos ao lugar que seria o ponto alto da trilha, Bangalley Head. Bastante conservado, de lá víamos até o Barrenjoey Lighthouse, podendo verificar o quanto já tínhamos caminhado!

Saindo de Careel, não demorou muito para que avistássemos Avalon. Devido ao horário, decidimos prosseguir um pouco mais, passando por Bilgola Beach e finalmente chegando até a praia de Newport, onde decidimos encerrar o dia após cerca de 17.5 km de trilhas! De Newport, tomamos um ônibus até Mona Vale, onde pudemos nos refrescar em uma de minhas cervejarias preferidas de Sydney - Modus Operandi. Devido à pandemia, estão operando apenas com sistema de reservas, de forma que tivemos sorte ao telefonar desde o ponto de ônibus de Newport e solicitar uma mesa para dali a meia hora.

Embora o trecho de Palm Beach até Newport não seja especialmente longo, nós tivemos que somar a ida e a volta ao farol, já que descemos muito próximo à piscina na ida, o que aumentou consideravelmente o caminho. Além disso, houve bons trechos de subidas, como a própria ida ao farol e o início do trecho dentro da Careel Headland Reserve. Alguns pedaços da caminhada foram bastante urbanos e inclusive dividindo espaço com os veículos em vez de serem por trilha. De forma geral, não foi uma trilha difícil, apenas longa, especialmente para quem estava recém saindo da quarentena. Certamente faria de novo, mas com cuidado de iniciar mais próximo ao farol para evitar andanças desnecessárias.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

De volta a Sao Thome das Letras


No feriado de finados, retornei a São Thomé das Letras com dois amigos, agora com um pouco mais de tempo para curtir a cidade. Cheguei na madrugada de quarta para quinta-feira e fui direto ao Hostel República São Thomé das Letras (R$45/pessoa, sem café da manhã, em quarto com duas beliches). Tivemos a impressão de estar na casa de amigos: o Pedro e a Priscila nos receberam e trataram super bem, deram várias dicas e tivemos conversas ótimas. A casa é super bem localizada, pertinho tanto do centro da cidade quanto da pirâmide e do cruzeiro.

Na quinta-feira, fomos às cachoeiras Véu da Noiva e Paraíso, que são super próximas uma da outra. Depois, fomos para a Cachoeira Antares.
Voltamos à cidade no final da tarde e fomos à Pirâmide apreciar o pôr-do-sol. Na escadaria, encontramos Pedro e Priscila, pedimos por indicações de restaurante e eles nos recomendaram o Alquimista. Após o pôr-do-sol, fomos jantar. Comemos a tradicional pizza na pedra, estava deliciosa. Há quatro estabelecimentos da rede na cidade, mas são da mesma família. Adotamos o restaurante como oficial e fizemos todas as grandes refeições por lá! Ficamos andando pela cidade e paramos por mais tempo no Eskina Beer, estava tendo música ao vivo e estava muito boa!

Na sexta-feira, perdemos algumas horas para arrumar um probleminha de injeção no meu carro, mas por sorte consegui resolver em São Thomé das Letras mesmo - estava considerando ir a Três Corações procurar uma concessionária. Conhecemos a Cervejaria Quântica. O Tiago nos recepcionou, explicou suas produções, foi muito interessante. Provei a Weiss, a APA e a Dry Stout deles, e são todas muito boas! As long necks custam R$8 e as de 600 ml custam R$15. Para levar, cada cerveja sai por R$2 a mais por causa da garrafa. Conhecemos também o Markim Mandala, que estava na cervejaria e pegou conosco uma carona de volta para a cidade, não sem antes nos contar um pouquinho de seu trabalho (fantástico!) com mandalas e de suas viagens Brasil afora. Agora, ele está a caminho de Manaus, devendo retornar em um ano para STL.
À tarde, fomos à Cachoeira do Flávio. Não gostamos: estava muito lotada de gente, praticamente sem espaço para sentar na prainha, água apenas até o joelho, e queda d'água pequena. Tentamos ir na Eubiose, ali do lado, mas desistimos ao ver vários ônibus estacionados próximos à cachoeira e ao sabermos da taxa de R$5 - o valor é pequeno, mas não compensava por estar lotada.

Decidimos ir na Shangri-lá, porém todas as pessoas para quem perguntamos disseram que seria necessário guia para ir. Acabei descobrindo um post do blog 'Cocô no Mato' com as instruções e decidimos ir por conta própria. Não foi tão fácil chegar, mas valeu a pena o esforço. Fomos recompensados com uma cachoeira linda e quase vazia! Havia poucos grupos de 3-4 pessoas e alguns casais, porém muito bem espalhados ao longo de 1 km de corredeiras e poços. Curtimos o visual e a tranquilidade por várias horas antes de voltarmos à cidade.
Chegando ao centro, fomos nos arrumar e jantar no Alquimista - dessa vez pedimos pasta, e estava ótima! Os pratos são também muito bem servidos! (Penne quatro queijos + Coca Cola 350 ml = R$24.20) Depois, encontramos com uma catalã com quem eu havia conversado no Facebook - Clara - que foi até o nosso hostel para irmos juntos à Cachoeira da Lua. Em noites de lua cheia, como sábado, a lua reflete na água. Ficamos quase duas horas por lá, porém, estávamos com frio e cansados e decidimos não esperar o fenômeno (que aconteceria em torno de 1h da manhã). Voltamos para a cidade, passamos por alguns bares e finalmente entramos no famoso Bar do Dois, onde curtimos o som de um grupo de reggae de Americana/SP. Uma Heineken long neck no Bar do Dois custa R$8.

No sábado, o nosso destino foi o distrito de Sobradinho. A primeira parada foi na Gruta de Sobradinho. Pagamos R$20 (R$15 da entrada, guia, e capacete/lanterna - obrigatórios - e R$5 para alugar a bota, o que eu super recomendo) e aguardamos um pouco para a visita guiada. O percurso dentro da caverna dura de 15 a 20 minutos apenas, mas é bastante interessante. Passamos por um saguão em que há breu total (o olho não se acostuma com a escuridão), e no trecho final, anda-se com água na altura do joelho. Saindo da gruta, fomos ao Poço Encantado. Não é muito grande, mas o lugar é bastante agradável, tem uma cascata maravilhosa e um poço bem fundo. Ficamos por bastante tempo ali antes de irmos conhecer o Poço das Esmeraldas.
O Poço das Esmeraldas nos decepcionou um pouco: há uma taxa de R$10 por pessoa para entrar (revertidos em consumação - uma Coca Cola em lata custa R$5, uma garrafa de água de 500 ml custa R$3). O local é uma pedreira, e tem alguns poços e braços de água. Esperávamos um verde mais claro, mas quase sempre o tom era verde musgo. Paramos em um pocinho de água mais clara, que foi onde achamos mais bonito, e nadamos um pouco por lá. Devido à mineração, a densidade da água é muito alta, facilitando a flutuação.
De volta ao centro, fomos nos arrumar, encontramos a Clara novamente e fomos juntos ao Alquimista. Clara e eu comemos pizza, Rafael e Daniele comeram sanduíches. Minha parte (dois pedaços avulsos de pizza, uma lata de Coca Cola e uma palha suíça de sobremesa) ficou em R$22. Todos ficaram bastante satisfeitos, e então fomos caminhar pela cidade e dar uma passada nos bares.

No nosso último dia, domingo, planejamos um dia mais light. Fomos pela manhã à Cachoeira Vale das Borboletas. Infelizmente estava bastante lotada, aparentemente havia uma excursão ali (algumas pessoas estavam com camisetas de guias de uma agência de São Paulo), mas deu para aproveitar. O nível da água estava bem mais baixo do que em minha primeira visita, em dezembro/2015. Saindo de lá, levei o pessoal à Ladeira do Amendoim, onde nos divertimos por vários minutos vendo o carro subir a ladeira estando desligado.
De volta ao hostel, nós nos arrumamos, saímos para almoçar (no Alquimista! Pedi um penne ao pomodoro e uma lata de Coca Cola, gastei R$24.20) e para comprar algumas lembrancinhas na primeira lojinha da galeria Picapedra, acho que chama Sumé Artesanato. Comprei alguns incensos (um por R$4, três por R$10) e também um 'kit pizza' para meus pais por R$30, vem a pedra para assar, um apoio para colocar a pedra na mesa, e um pegador.

Considerando a ida de Campinas a STL, todos os passeios pela cidade, e um pequeno desvio que tive que fazer até Carmo da Cachoeira/MG antes de retornar a Campinas, rodei por um total de 981.7 km, o que resultou em um gasto de R$334.91 de gasolina + R$45.60 de pedágio (R$22.80 por trecho).

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Praias de Paraty

Vejo muitos posts em blogs e grupos sobre “Paraty não ter praias boas sem ser de barco”, “se quer praia vá pra Trindade”, ou “não ter o que fazer em mais de um dia em Paraty”, então quis escrever um pouco sobre isso.
Como em Paraty tem MUITA coisa pra fazer (vou pra lá há 23 anos, algumas vezes por ano, e ainda não consegui conhecer tudo), vou focar inicialmente nas praias. Inclusive, agradeço indicações de novos lugares para visitar! A lista cresce em uma velocidade muito maior do que consigo visitar pra riscar dela, mas é tão gostoso descobrir algum lugar novo!

CENTRO:
A “praia” central de Paraty, próxima ao cais, não é nem considerada praia… acho que não precisa falar muito, tá sempre cheia de barco e com urubus, né?! Ninguém entra mesmo! Esquece essa!
Existem duas praias em Paraty próximas ao centro, que dá pra ir caminhando. Uma delas é a Praia do Pontal, bem próxima ao centro histórico, bastando atravessar a ponte que fica perto da Matriz. Essa praia é controversa, rs, e quando eu era pequena diziam ser bem poluída, mas há alguns anos eu tenho me sentido confortável pra entrar - e alguns paratienses entram também… Na Av. Orlando Carpinelli, “Avenida da Praia”, tem vários hostels, e é um lugar bem legal pra se hospedar!! (Recomendo o Geko, minha escolha oficial após passar por vários hotéis, pousadas e hostels. Só sinto falta de mais tomadas nos quartos!). Continuando um pouco a caminhada, após o morro do Forte tem a Praia do Jabaquara! É mais bonita que a do Pontal e está sempre cheia de famílias paratienses e de turistas. Dá pra passar o dia lá de boa. (:

Praia do Pontal

BR-101:
Caso não se contente com essas duas, dá pra ir de carro, ônibus ou bike para as praias da BR-101, sentido Rio de Janeiro. Lá tem São Gonçalo e São Gonçalinho (de São Gonçalo dá pra ir pra Ilha do Pelado, que eu nunca fui mas morro de vontade!), Corumbê, Praia Grande, entre outras. Conheço essas apenas, e recomendo as duas primeiras!

COSTA LESTE:
A minha paixão são as praias da Costa Leste: quase todo mundo conhece a Praia do Sono, que fica a 40 min de caminhada desde a Vila Oratório (ou barco desde o cais de Laranjeiras), mas vejo bem menos comentários sobre as vizinhas: a Praia de Antigos fica a apenas 20 minutos do Sono (uma subida intensa sob sol forte e uma descida íngreme na mata, porém rapidinhas!), a de Antiguinhos pouco depois, e se quiser esticar o dia ainda dá pra ir pra Ponta Negra! ;)
Fui algumas vezes pra Ponta Negra, dá +- 2h30, 3h de caminhada (7.8 km) desde a Vila Oratório (com cargueira). Antes de chegar lá, passa-se pela Galhetas, uma praia de pedras. Uma opção pra quem tem pouco tempo é ir pela trilha e voltar de barco! Quem conseguir ir super cedo pra lá - ou, melhor ainda, quem dormir em Ponta Negra - pode aproveitar pra ir pra conhecer a cachoeira do Saco Bravo (que ainda não consegui ir…). Quem for, pode se preparar pra uma subida pesada: são apenas 4.2 km de caminhada, mas que são feitos em 2h30 (leve, sem cargueira!). Não comece a trilha após o meio dia!!
Na Costa Leste também ficam algumas das joias de Paraty, como a Sumaca, Martim de Sá, Cairuçu das Pedras. Essas são acessíveis apenas de barco ou trilha. Procurem por Travessia da Joatinga, é feita em 3-5 dias de caminhada (dependendo de se você começar no Pouso da Cajaíba ou na Praia do Cruzeiro, no Saco do Mamanguá).

A famosa piscina de Cairuçu das Pedras
Por falar em Saco do Mamanguá, você conhece Paraty Mirim? É um dos lugares mais encantadores de Paraty! Da BR-101, indo de Paraty sentido SP, passa-se pela entrada de Paraty Mirim um pouco antes da entrada para Laranjeiras e Trindade. Tem ônibus pra lá também!! O lugar já é precioso por si só, mas se você for com um pouco mais de tempo e dinheiro pode aproveitar e fazer um passeio de barco pelo Saco do Mamanguá, único fiorde brasileiro… ;)  São 33 praias no Saco do Mamanguá, de acordo com a página oficial de Paraty! :O Fui com meus pais e um outro casal que conhecemos em Paraty Mirim, então acabamos ficando mais dentro do barco e em uma ou outra praia de lá… mas estou doidinha pra voltar e subir o Pão de Açúcar: a vista lá de cima é incrível e preciso riscar esse item da minha lista, haha!

Pão de Açúcar visto do passeio de barco pelo Mamanguá