quinta-feira, 9 de março de 2017

Big Ice: Ice Trekking no Perito Moreno


Big Ice: informações iniciais e reserva

O passeio Big Ice: Ice trekking pelo glaciar Perito Moreno era um dos que eu estava mais animada para fazer. Havia lido bastante sobre ice trekking e sobre as diferenças entre o Big Ice (AR$ 4000) e o Mini Trekking (AR$ 2000), e estava bastante motivada a fazer a versão longa. Não à toa, reservei com a maior antecedência que me foi possível. O processo é feito via Internet, na página da Hielo y Aventura. Você faz uma pré-reserva com seu e-mail e recebe dois documentos para preencher, sendo um para os dados do pagamento e outro uma ficha médica.
O pagamento é feito com cartão de crédito de uma forma bastante suspeita: você preenche, no formulário, o número de seu cartão, data de validade e código de segurança, e envia para a empresa. Recomendo a utilização de um cartão virtual para isso (se o seu banco não provê isso, hora de mudar para um mais moderno!). Gerei no Itaucard um cartão exclusivamente para esse propósito e dormi com a tranquilidade de quem não terá o seu cartão clonados.
A ficha médica pergunta sobre alergias, diabetes, doenças cardíacas, epilepsia, desmaios e ausências, asma, hipertensão, cirurgias, medicações de uso habitual e várias coisas sobre ortopedia: coluna, joelhos, tornozelos e lesões de modo geral. A companhia se reserva o direito de recusar passageiros que porventura possam ter problemas durante a caminhada, que não é curta nem fácil.
Por falar em restrições, o Big Ice só é realizado entre os meses de setembro a abril, e somente para pessoas entre 18 e 50 anos, sem exceções. O Mini Trekking, realizado entre agosto e maio, é um pouco mais flexível, permitido a quem tenha entre 10 e 65 anos.

O que levar: roupa adequada (calça e jaqueta impermeáveis), bota de trekking, óculos escuros e protetor solar (o sol e a neve são uma combinação terrível!), luvas, gorro/chapéu, comida para o dia inteiro e água. Não precisa levar muita água, pois pode-se beber do glaciar!

No dia da excursão:

O transfer me buscou às 7h no hostel. Seguimos para o Parque Nacional Los Glaciares, cerca de uma hora de distância da cidade. A primeira parada é nas plataformas de observação do Perito Moreno, onde se tem de 40 a 60 minutos. Recomenda-se seguir o caminho demarcado em amarelo, chamado “Paseo Central”, devido ao pouco tempo disponível. Este caminho tem complexidade baixa e a duração estimada é de 1h. Na verdade, são apenas 700 metros de caminhada, que duram no máximo 15 minutos. O restante do tempo é dedicado a paradas para fotografia, observação do imponente glaciar e, com alguma sorte, de algum desprendimento de iceberg. Eu vi dois, mas foram pequenos e não muito emocionantes. O barulho dos icebergs maiores se desprendendo é simplesmente sensacional (mas infelizmente o ocorrido foi em faces do Perito Moreno que não tínhamos como observar).
De volta ao ônibus, a próxima parada é no pier “Bajo de las Sombras”, onde tem início a segunda etapa da excursão: uma navegação de 10 a 15 minutos que cruza o Brazo Rico. Começamos, agora, a terceira parte: uma caminhada, ainda fora do gelo, de cerca de 1h30, por um terreno tranquilo, porém bastante íngreme. No caminho, há duas paradas. A primeira em um refúgio, para que os guias se certifiquem de que todos os aventureiros possuem o equipamento adequado para seguir: botas, jaqueta, luvas e mochila. Eles emprestam caso alguém tenha se esquecido de algo, ou caso o material que apresente seja insuficiente. A segunda parada é numa cabana, já bastante próxima do glaciar. Lá, cada participante ganha uma cadeirinha de escalada/rapel e um par de crampones, que são estruturas metálicas com ganchos que ajudam a caminhar pelo gelo. Porém, devemos carregá-los nas mãos até chegar no gelo. Quem faz o Mini-Trekking inicia a jornada pertinho do ponto de desembarque, não fazendo essa pré-trilha de 1h30.
Uma vez que todos estejam no gelo, os guias começam a colocar os crampones em todo mundo e ensinam as técnicas básicas: como caminhar no plano, na subida e na descida, tomando cuidado para não enroscar um pé no outro. Nem preciso dizer que em menos de 5 minutos eu já tinha derrubado o celular no chão (quase que na água) e já tinha me atrapalhado com os pés, caindo de frente. O gelo corta muito, e por isso é bastante importante utilizar as luvas! Teria rasgado as mãos se estivesse sem elas.
Somos divididos em grupos de dez pessoas, com dois guias para cada. Diferentemente do Mini Trekking, que tem um percurso pré-definido, o Big Ice é decidido na hora, com base no que os guias observam da geleira e do grupo. O percurso dura cerca de três horas, com uma parada rápida para almoço. Durante o caminho, os guias vão nos explicando a história e a formação dos glaciares, as estruturas como lagoas, cavernas, sumideros, é bastante interessante!! Apesar de serem três horas de caminhada, o ritmo é bem tranquilo. Eu achava que seria pior do que isso, especialmente pelo uso dos crampones (cada um pesa 400g). O Mini-Trekking tem duração de 1h30 no gelo.
No retorno, é servido café com leite no refúgio, enquanto aguardamos a volta do barco. Já no barco, são oferecidos um alfaiar, um chaveiro que imita uma bota de trekking com crampon e um copo de whisky (infelizmente não me lembro qual whisky, mas era bom!) com gelo do glaciar. Voltamos ao ônibus e à cidade de El Calafate, sendo devolvidos nas respectivas hospedagens.

Já no hostel, conversei com um casal jovem de Comodoro Rivadavia que havia feito o Mini Trekking. Honestamente, pelas fotos eu não senti grandes diferenças em relação ao que eu tinha feito. Porém, quase todas as pessoas (exceto o casal) com quem eu conversei que haviam feito o Mini Trekking disseram ter achado meio fraco e gostariam de ter feito o Big Ice.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Patagonia 2017: Planejamento da viagem

Nesse post, eu conto  em detalhes sobre como foi o meu planejamento para viajar para a Patagônia, desde o momento em que eu decidi fazer esse roteiro até o momento das reservas e escolha das minhas cervejas!

DESTINOS:
Meu planejamento começou quando eu me dei conta de que precisava tirar férias dentro de menos de um mês e meio para não entrar em férias compulsórias. Joguei no Google ‘para onde viajar em fevereiro’ e um dos primeiros resultados indicava a Patagônia. Eu tinha visto, recentemente, fotos e comentários de muitos amigos e conhecidos que haviam visitado a região nos últimos meses, e achei que a ideia poderia ser interessante. Pesquisei bastante em blogs, no Mochileiros.com e em diversos grupos do Facebook. Acabei decidindo fazer o famoso trio El Calafate, El Chaitén e Puerto Natales, deixando, com algum custo, Ushuaia de fora. Essa opção foi motivada pelo dinheiro e pela distância - seria mais provável eu fazer uma nova viagem à região de Ushuaia do que a Puerto Natales.
Como o voo de São Paulo até El Calafate faz conexão em Buenos Aires, cidade que eu já conhecia e pela qual sou apaixonada, decidi ficar uns dias por lá ao final da viagem. Esse tempo serviria para visitar uma amiga querida que teve um bebê na véspera do Natal 2016, para eu me recuperar do esforço físico na Patagônia, e para dar uma voltinha pela cidade, já que minha última visita datava de mais de quatro anos atrás.

TRILHAS E EXCURSÕES:
Como El Chaltén é a capital nacional do trekking na Argentina, fiquei especialmente encantada por esse destino. Boa parte da minha pesquisa prévia foi sobre as trilhas existentes na cidade, separando quais eu tinha mais vontade de fazer e como seriam. Li bastante a respeito, procurei por tracklogs e também conversei com algumas das pessoas que haviam postado a respeito. Sabia que o clima não ajudava muito e que não se podia ir com pressa, de forma que reservei cinco dias para El Chaltén apesar de ter planos para apenas três deles. Precisava contar com uma folga, que seria usada ou para descanso ou para matar um dia com passeios mais leves caso o clima não permitisse uma trilha mais longa.
Também li antecipadamente sobre dois passeios em El Calafate que me interessavam bastante, o Big Ice (trekking no glaciar Perito Moreno) e o Ríos de Hielo Express (navegação pelos glaciares Uppsala e Spegazzini). São, juntamente com o Mini Trekking (que é uma versão reduzida do Big Ice) as principais excursões na cidade.
Não encontrei tanto material sobre Puerto Natales, mas decidi que gostaria de fazer dois passeios por lá: um de ônibus, chamado ‘Full Day Torres del Paine’, e o trekking até a base das torres. Após pesquisar sobre os horários de ônibus regulares e conversar com quem já tinha ido por conta própria, escolhi fazer com agência, porque, a princípio, teria mais tempo: a agência buscaria no hostel às 6h e devolveria em torno de 21h, enquanto o ônibus regular deixa a cidade às 7h30 e retorna também às 21h.

Reservei com antecedência o Big Ice (empresa: Hielo y Aventura). Não consegui reservar o Ríos de Hielo (empresa: Solo Patagonia) porque a empresa responsável não respondia e-mails. As excursões do Chile eu deixei para reservar de última hora, no hostel mesmo. As trilhas em El Chaitén são todas auto-guiadas, de forma que não precisei me preocupar com elas.

PASSAGENS AÉREAS:
Comprei diretamente com a Aerolíneas Argentinas. Após várias horas brigando com o site deles, que não aceitava nenhum de meus cartões, acabei fazendo a reserva via site e a compra por telefone. Comprei com exatamente um mês de antecedência, então não deu para fazer uma pesquisa muito extensa sobre os preços.

PASSAGENS RODOVIÁRIAS:
Pesquisei com antecedência quais seriam os dias, horários e preços dos trechos que eu precisaria fazer de ônibus, mas não reservei nada com antecedência.

HOSPEDAGEM:
Por ser alta temporada, reservei (através do Booking.com) antecipadamente todos os hostels em que eu me hospedaria. A indicação do hostel de El Calafate (Bla Guesthouse) veio de um dos relatos que havia lido. Porém, como eu pousaria na cidade em mais duas ocasiões, considerei reservar hosteis diferentes para conhecer mais lugares. Fiz uma reserva de uma noite (a intermediária) no Penguin Hostel, próximo à rodoviária (eu chegaria em El Calafate às 21h30 de uma noite para partir às 8h do dia seguinte). Para a última noite em El Calafate eu acabei preferindo ficar no Bla Guesthouse mesmo, para facilitar os trâmites com transfere. Para El Chaitén, eu tinha boas indicações do Pioneros del Valle e Cóndor de los Andes, e acabei optando pelo Pioneros. Encontrei pouquíssima informação disponível sobre Puerto Natales, e escolhi o Patagonia Adventure Hostel na sorte mesmo, diretamente no Booking. Também foi direto pelo Booking que escolhi minha estadia em Buenos Aires, no Play Hostel - a única restrição que eu tinha é que gostaria de ficar em Palermo dessa vez.
Minha nota para cada hostel:
Bla Guesthouse e Patagonia Adventure Hostel: 10
Play Hostel: 8.8
Penguin Hostel: 7.9
Pioneros del Valle: 4.6

BAGAGEM:
Por levar canivete, pederneira e bastões, sabia que teria que despachar bagagem. Minha mochila (Conquista, 75 litros) não viajou tão cheia (não há necessidade de se levar tantas coisas para a Patagônia). Na ida, ela estava com 9 kg. Ainda assim, levei mais coisas do que precisei de fato, e contarei um pouco mais sobre isso em um post futuro.

Eu já tinha toda a roupa necessária para a viagem, incluindo calça e jaqueta impermeáveis, por já ter viajado e trilhado pela Irlanda. Apesar disso, aos 45’ do segundo tempo optei por pegar emprestado o casaco de uma tia, cuja coluna de água era de 5.000 mm contra 2.000 mm do meu.
O único item em que precisei investir foram bastões de trekking. Comprei na Decathlon duas unidades do Forclaz 500 Light, adequado para trilhas longas por ser bastante confortável e, ainda assim, leve. Como eu nunca tinha utilizado anteriormente, marquei uma trilha com amigos em Monte Verde (Pico do Selado) para que eu pudesse testá-los e me acostumar com eles antes da viagem.

O principal para as trilhas era:
Jaqueta de ski First Heat 5.000 mm: R$149,99 na Decathlon (preço de março/2016).
Calça Quechua Rain Cut 2.000 mm: R$79,99 na Decathlon (preço de março/2016) - usar em cima de uma calça confortável, como tactel (meu caso) ou legging.
Botas Timberland Chochorua GTX: trouxe da Irlanda e não sei indicar onde comprar no Brasil, mas custa em torno de R$700 por aqui.

CERVEJA:
Quem me conhece sabe muito bem que meu signo é Cerveja. Cerveja de verdade, não qualquer uma. E todo cervejeiro sabe que o lúpulo patagônico é dos melhores do mundo. Não poderia ser diferente: fiz uma vasta pesquisa sobre as cervejarias artesanais que eu encontraria pelo meu caminho. A maior parte dessa informação eu acabei conseguindo nas próprias cidades, porém já saí com alguns destinos certos em cada lugar:
El Calafate: La Zorra Taproom e Chopen, na Av del Libertador.
El Chaltén: La Cervecería (El Chaltén) e Cervecería Don guerra, na Av San Martín
Puerto Natales: Cervecería Baguales, na Bories, em frente à Plaza de Armas; Cervecería Natales (cuja cerveja está disponível em alguns bares e restaurantes, sendo um deles o Sibaro, na Tomas Rogers, também em frente à Plaza de Armas); Kooten Aike, na Diego Portales.
Estes sete lugares foram cuidadosamente estudados por mim e adicionados ao meu roteiro pessoal para preencher o turno da noite da minha viagem!

Lista dos textos que mais ajudaram no meu planejamento:

terça-feira, 7 de março de 2017

Duas semanas sozinha na Patagônia

Resumo, com gastos, da minha viagem de férias de fevereiro/2017, por El Calafate, El Chaltén e Puerto Natales, fechando em Buenos Aires.

Roteiro resumido:
Dia 01: 18/02: Partida às 00h25 de GRU a AEP, e às 04h50 de AEP a FTE. Chegada em FTE às 08h05, transfer previamente reservado com o hostel (Wikibus - AR$240 ida e volta), chegada ao hostel 09h00. Navegação Ríos de Hielo Express (glaciares Upsala e Spegazzini) com a Solo Patagonia, AR$2000 + AR$250 de ingresso ao Parque Nacional.
Glaciar Spegazzini / Navegação Ríos de Hielo Express

 Dia 02: 19/02: Ice Trekking no Perito Moreno (Big Ice), com a Hielo y Aventura, AR$4000 + AR$250 de ingresso ao Parque Nacional.
Big Ice - Ice Trekking no Perito Moreno

Dia 03: 20/02: Laguna Nimez de manhã (AR$150), com observação de pássaros, Glaciarium (AR$300) e Glaciobar (AR$180, open bar por 25 minutos) à tarde.
Laguna Nimez / Lago Argentino
Dia 04: 21/02: Ida a El Chaltén (AR$450 pela Caltur - se comprasse ida e volta juntas saía por AR$800). Trekking: Laguna Torre e Mirador Maestri, por conta.

Mirador Maestri / Laguna Torre
Dia 05: 22/02: Trekking: Laguna de los Tres, por conta, iniciando a caminhada na Hosteria El Pilar (transfer até lá: AR$150).
Mirador Fitz Roy / Laguna de Los Tres
Dia 06: 23/02: Dia de 'descanso', com trekkings mais curtos: Mirador de Los Cóndores y Las Águilas de manhã, Chorrillo del Salto à tarde.
Chorrillo del Salto
Dia 07: 24/02: Trekking: Loma del Pliegue Tumbado, por conta.
Loma del Pliegue Tumbado
Dia 08: 25/02: Navegação Lago del Desierto com a Zona Austral (AR$890), retorno a El Calafate com a Caltur (AR$450).
Navegacão Lago del Desierto

Dia 09: 26/02: Ida a Puerto Natales com a Cootra (AR$950 ida e volta, + AR$10 taxa de embarque em El Calafate). Volta pela cidade para conhecer o centro, a orla, Plaza de Armas, Monumento al Viento, Manos, Milodón.

Monumento al Viento
 Dia 10, 27/02: Trekking: Torres del Paine, Mirador las Torres, com a W Circuit, CLP 35.000 + CLP 21.000 de ingresso ao Parque Nacional.
Mirador Torres del Paine
Dia 11, 28/02: Era para ser o Full Day Torres del Paine, mas troquei por uma ida ao dentista e descanso...
Muelle
Dia 12, 01/03: Retorno a El Calafate pela Cootra (+ táxi até a rodoviária CLP 1.400), passeio pela cidade e principais bares.
Passeio por El Calafate
Dia 13, 02/03: Dia de compras de lembrancinhas e ida a Buenos Aires (avião, + táxi até o hostel AR$120). Tour (por conta) pelos bares de Palermo.
Dia 14, 03/03: Ida ao Zoo de Luján (AR$500 de entrada), tour por outros bares de Palermo.

Leoa de três meses em Luján
Dia 15, 04/03: rolê pelo centro da cidade, San Telmo, Puerto Madero, saída fotográfica no Bosque de Palermo. Ida ao aeroporto EZE (AR$364).
Saída Fotográfica Couchsurfing

Dia 16, 05/03: retorno a GRU às 06h50.

Quilometragem segundo o Fitbit Charge HR:
18/02: 8.23 km, 19/02: 19.65 km, 20/02: 19.25 km
21/02: 28.77 km, 22/02: 28.12 km, 23/02: 20.41 km
24/02: 26.58 km, 25/02: 12.03 km, 26/02: 10.62 km
27/02: 24.23 km, 28/02: 6.51 km, 01/03: 4.51 km
02/03: 14.04 km, 03/03: 12.60 km, 04/03: 19.42 km
Total: 254.97 km

Gastos principais:
Passagem aérea GRU>AEP>FTE, FTE>AEP, EZE>GRU: R$2150.97, comprada com um mês de antecedência.
Hospedagem: US$257.20 (sempre em quartos compartilhados entre 6 ou 8 pessoas).
Transporte: AR$2734, detalhados acima.
Alimentação: não sou organizada o suficiente para fazer essa conta, e tenho muitas anotações perdidas em diferentes lugares. Comprei muita coisa em mercado mesmo, e jantei fora quando queria conhecer um lugar novo ou tomar cervejas. Então, segue uma ideia de gastos:
* Mercado (La Anónima) em El Calafate: compra de um pacote de pão de forma, um de queijo (10 fatias), meia dúzia de ovos e meia dúzia de frutas: cerca de AR$ 140.
* Jantar em El Calafate (Pietros): massa AR$ 195, cerveja artesanal AR$ 110.
* Jantar em El Chaltén (La Cervecería): massa AR$ 165, duas cervejas artesanais AR$ 160.
* Jantar em Puerto Natales (Ñandu): sanduíche e três cervejas artesanais, CLP 15.900.
* Jantar em Puerto Natales (Sibaro): quesadilla e uma cerveja artesanal, CLP 9.500.

Hospedagem:
18/02-21/02: El Calafate, Bla Guesthouse. Minha nota: 10.
21/02-25/02: El Chaltén, Pioneros del Valle. Minha nota: 4.6.
25/02-26/02: El Calafate, Penguin Hostel. Minha nota: 7.9.
26/02-01/03: Puerto Natales, Pagatonia Adventure Hostel. Minha nota: 10.
01/03-02/03: El Calafate, Bla Guesthouse. Minha nota: 10.
02/03-04/03: Buenos Aires, Play Hostel. Minha nota: 8.8.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Review: Milord Taverna


Na última quinta-feira, fui com alguns amigos conhecer a Milord Taverna, recém-inaugurada em Campinas (Rua Sacramento, 367 - Vila Itapura).

Milord Taverna
 * Espera: Victor e Graciele, os primeiros do grupo, chegaram às 19h30 e foram comunicados de que a espera seria de cerca de meia hora. Puderam entrar na ante-sala e comecar a beber. Eu cheguei às 20h20, encontrei-os na ante-sala, e logo fomos chamados para o salão principal. "Milord Victor!", gritou o simpático atendente para nos conduzir.

 * Atendimento: em alguns momentos foi um pouco confuso, talvez por a casa ser nova e ainda estar em adaptacão. Porém, todos foram muito simpáticos o tempo inteiro e nos trataram super bem.

 * Ambiente: tudo milimetricamente pensado para remeter a uma taverna. As paredes, os utensílios, inclusive as moringas em que são servidos os sucos, as roupas dos funcionários, absolutamente TUDO é caracterizado como uma Taverna.
São apenas 108 pessoas sentadas, em mesas devidamente espacadas entre si. Sem muita aglomeracão, o local é bastante agradável.




 * Música: não teve música ao vivo quando fomos, apenas música ambiente. Volume agradável e boa selecão musical, com folk, harmonizando muito bem com o lugar. Para os próximos eventos estão programados Taberna Folk e Rebels and Sinners, que são duas excelentes bandas de música folk.

 * Cervejas: Há três tipos de chopp: Baden Baden Pilsen (R$10), Eisenbahn Dunkel (R$12), e Milord (R$10), um Red Ale feito especialmente para a casa. Além disso, servem engarrafadas: Heineken e Amstel (R$9), três opcões da Baden Baden (Red Ale, Gold, Witbier), por R$20, e três da Eisenbahn (Weizenbier, Pale Ale, Strong Golden Ale)., por R$7,50 cada.

Cardápio de bebidas
 * Cardápio: até o dia 04/02, estavam servindo somente o Banquete do Rei, que custa R$65 e inclui:
 - Passo I - Couvert de pães fritos acompanhados de salsichão alemão e pesto de nozes;
 - Passo II - Salada camponesa - Alface americana, agrião d´água, tomate cereja, rabanete, pepino, beterraba e grão de bico temperados com molho de açafrão, mel e mostarda;
 - Passo III - Dueto de caldos: Cebola eslava e cremoso de queijos;
 - Passo IV- Trilogia da batata: batata rústica ao perfume de alecrim, purê de batata irlandês e mousseline de batata com abóbora cabotian;
 - Passo V - Brinde à caça: Javali ao molho de amoras, joelho de porco, costelinha de porco ao molho de hidromel, galeto e confit de bacalhau;
 - Passo VI - Os doces da idade média: rabanada com calda de frutas silvestres e tartin de maçãs com uva passa
NOTA: Há também a opcão vegetariana, que traz uma porcão maior de batatas e purê em vez de carnes.
A partir de 05/02, haverá o cardápio à la carte.

Banquete do Rei - vegetariano
 * Preco: embora a comida seja cara, é bem servida, valendo o que custa. As bebidas são bem em conta, compensando a comida. Não é cobrada a entrada, apenas couvert em dias de música ao vivo.

 * Estacionamento: a Milord conta com Vallet, por R$15. Porém, não costuma ser difícil estacionar na região, na R. Quatorze de Dezembro ou na própria R. Sacramento.

 * Avaliacão geral: fantástico! Voltaria mil vezes.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Mova Mais: ganhe milhas praticando esporte

Já pensou em fazer dinheiro correndo ou andando de bicicleta? Desde meados de 2014, isso é possível com o site Mova Mais. Tudo o que você precisa fazer é se cadastrar, clicando aqui, baixar em seu celular um dos seguintes aplicativos: Strava (é o que eu uso, tanto para bicicleta quanto para corrida), Run Keeper ou Map My Run, conectá-lo ao Mova Mais (a partir da página 'Settings' no site) e iniciar suas atividades, trackeando-as com algum dos programas citados. Uma vez que você tenha conectado um dos programas ao Mova Mais, tudo será automaticamente sincronizado (às vezes leva algumas horas), e você não precisará fazer mais nada para comecar a ganhar pontos.

Somente as atividades que durem mais do que 10 minutos serão consideradas. O Mova Mais também seta uma meta diária, que é de 30 minutos, para que as pessoas se exercitem. Caso você consiga atingir sua meta, ganha pontos, que podem ser convertidos posteriormente em milhas para viajar!

Atualmente, só é possível converter pontos do Mova Mais para o Multiplus, na razão de 10 para 1. O mínimo de pontos necessários para a conversão é de 3.000 pontos no Mova Mais, o que equivale, portanto, a 300 pontos no Multiplus.

Meta:
- A meta é de 30 minutos por dia. Não adianta dobrar a meta: somente serão considerados os primeiros 30 minutos de exercício diário. Portanto, nada de prender o celular ao seu cachorro para tentar burlar o sistema, ok?
- Como alguns programas podem apresentar pequenos erros por causa do GPS, do auto-pause ou de instâncias cósmicas, eu recomendo que você pratique seu esporte por um pouco mais do que 30 minutos, para que, na hora do ajuste, você não perca preciosos segundos que podem custar sua meta. Não precisa de muito: correndo por 32 minutos, você já garante que seus 30 minutos serão considerados.

Pontos: somente são ganhos quando se atinge a meta diária.
- No primeiro dia de atividades, você ganha 20 pontos.
- Caso se exercite por dias consecutivos ("combo"), ganhará, a cada dia, +2 pontos, até o sexto dia. Isto é, no segundo dia você ganha 22 pontos, e no sexto ganha 30.
- A partir daí, ganhará +1 ponto por dia. Ou seja, no sétimo dia você ganhará 31 pontos, e no décimo segundo ganhará 36.
- Para manter o combo, é preciso sair para caminhar/correr/pedalar por vários dias em sequência. Como alguns dias de descanso são necessários em todos os treinos, o Mova Mais permite que você descanse por até dois dias seguidos sem perder o combo.
- Você também ganha pontos quando completa alguns milestones escolhidos pelo site, como "caminhar 5 km uma vez" e "combo de 10 dias". Alguns milestones dão pontos extra quando são completados por algumas vezes, como "5 caminhadas de 5 km". Você encontra essas infomacões na secão de Medalhas do site.
- Outras coisas que dão pontos: indicar amigos, e preencher seu perfil.

Medalhas: as medalhas são conquistas do usuário e ficam exibidas em seu perfil. Servem para premiar acões específicas, como as listadas acima. Algumas delas dão muitos pontos a mais, portanto fique ligado!
Os destaques de 2016 são:
- Medalha "Xô ressaca", para aqueles que conseguiram manter um combo entre os dias 04/01 e 08/01, e foram recompensados com 500 pontinhos extra.
- Medalha "Criando um hábito", para quem quem iniciar o primeiro combo do ano até dia 25 de janeiro e o mantiver até dia 31 (quoted do site). Essa medalha dará pontos em dobro, portanto não perca a oportunidade!

Então, o que está esperando? Cadastre-se agora mesmo, baixe o aplicativo de sua preferência e comece a se movimentar!

sábado, 9 de janeiro de 2016

Cervejas na trip #enjoyAustralia

Em duas semanas viajando pela Australia, passei pelos estados de NSW (Sydney), VIC (Melbourne) e QLD (Gold Coast e Brisbane), e bebi 78 cervejas. Dentre elas, foram 68 diferentes, de 50 cervejarias espalhadas por 8 países (Chile, Australia, Bélgica, Irlanda, Áustria, Japão, Inglaterra, EUA). Dei preferência para cervejas locais (não apenas australianas, mas dos estados que eu visitava).

As cervejas abaixo foram as australianas merecedoras de 4.5 estrelas no Untappd, não necessariamente na minha ordem de preferência:

1) Mountain Goat Beer (VIC): Fancy Pants
2) Little Creatures (NSW): Furphy
3) Moo Brew (TAS): Hefeweizen
4) 4 Pines (NSW): Keller Door: Christmas Saison 2015
5) Pettavel Road Brewing Co (VIC): Pale Ale
6) Matilda Bay Brewing Co (VIC): Ruby Tuesday
7) Prickly Moses (VIC): Spotted Ale
8) Two Birds Brewing (VIC): Sunset Ale

Entre estas, as três que eu mais gostei foram a Furphy, a Ruby Tuesday e a Spotted Ale.

Além delas, foram merecedoras de 4.5 a irlandesa Kilkenny (uma paixão antiga minha, que substitui a Smithwick's - minha eterna 5 estrelas - quando não a encontro) e a chilena Kunstmann Torobayo, que bebi no aeroporto, já na conexão de volta para casa.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Melbourne: meu roteiro de quase três dias pela City

Cheguei a Melbourne tarde, de forma que não consegui fazer o City Tour no primeiro dia. Após um belo e tardio almoco no Three Crowns Hotel, dei um pulinho no Batman Park (que não tem nada demais fora o nome bacana, homenageando o fundador da cidade), cruzei o Yarra River e saí para explorar um pouco a parte de South Melbourne/Southbank. Entrei no Hammer Hall, Arts Centre Melbourne e National Gallery of Victoria, que tinham exposicões gratuitas. Depois, fui para os jardins, que são próximos. Fui ao Alexandra Gardens, Queen Victoria Gardens e Royal Botanic Gardens. Os três são muito bonitos e valem a visita (que é gratuita também). Terminei o dia tomando umas cervejas geladas no Arbory Bar & Eatery, próximo à Flinders Street Station, que é um barzinho muito agradável e descontraído.

No meu segundo dia em Melbourne, pude fazer o Free Walking Tour, com o Alex, um guia sensacional, muito divertido e que tornou o passeio fantástico. O Tour sai todos os dias, às 10h30 e 14h30, e o ponto de encontro é a State Library of Victoria. Procure pelas pessoas de camisetas verdes com o texto "I'm Free". Entre outros lugares, passamos pela prisão antiga (que tem uma história fantástica), Parlamento, The Block Arcade, Centre Place, Federation Square, Flinders Street Station, Chinatown, alguns grafittis... Alex também nos deu dicas sobre onde comer, beber e tomar café.

Finalizado o Free Tour, fui conhecer a St Patrick's Cathedral. Encontrei uma imagem linda de St Patrick's, porém achei cara (AUD 65) e seria complicado trazê-la (por eu ter viajado só com a mochila de mão), então acabei desistindo da compra. Depois disso, peguei um tram para St Kilda Beach. Ventava muito por lá e não pude aproveitar a praia, porém vale a visita a St Kilda. Segundo meus hosts, é mais interessante ir para St Kilda no final da tarde e início da noite, devido à vida noturna. Ainda assim, passei por três lugares para tomar uma cervejinha: Republica (em que aproveitei pra comer uma pizza muito boa!), Lady Grange (que gostei muito) e The Wee Chief (pub irlandês que achei fraquinho).

À noite, fui ao Turf Club Hotel para o encontro do Couchsurfing (em Melbourne há dois encontros semanais do CS, um às quartas-feiras em North Melbourne e outro às sextas-feiras em Fitzroy). Cheguei tarde (cerca de 22h) e o movimento já havia caído bastante, havia somente quatro pessoas: eu, um australiano (de Melbourne mesmo), um canadense (de visita à Austrália por duas semanas) e uma americana (que estava com um work visa por alguns meses). Porém, no horário de pico chegou a ter quinze. Os locais me falaram que o encontro de sexta-feira é mais lotado e divertido.

Na quinta-feira pela manhã, fui conhecer o Queen Victoria Market, que estava faltando no meu checklist. É um mercado muito interessante, grande e cheio de curiosidades. Depois eu fui ao Australian Centre for the Moving Image (ACMI), com visita também gratuita. Tomei duas cervejas no Young and Jacksons e me dirigi ao Federation Square, de onde sairia meu tour para Philip Island. Aproveitei pra comer um sanduíche delicioso no Beer Deluxe (no Federation Square mesmo).

A quinta-feira à tarde e o dia inteiro de sexta foram tomados por tours (Philip Island e Great Ocean Road), que merecem posts à parte. No sábado de manhã, dei mais uma volta pela City e voltei ao Queen Victoria Market. Almocei com meu host em um restaurante Hare Krishna, chamado Crossways, onde comi à vontade por AUD 7.95 (incluindo sobremesa).

Recomendo que se reserve pelo menos quatro dias para a estadia em Melbourne - dois dias para a City, no mínimo, e outros dois para tours. Além dos dois que eu fui, alguns dos mais recomendados são a Mornington Peninsula e Yarra Valley/Dandenong.