terça-feira, 30 de novembro de 2021

Passeio de Balão em Melbourne

 Pouco antes de nossa viagem para o estado de Victoria, o Felipe descobriu uma empresa de balonismo (hot balloon) que faz passeios pelo centro da cidade (CBD) e pelo Yarra Valley.

Apesar do custo ($595 por pessoa), decidimos que essa era uma experiência única e que gostaríamos de ver o sol nascer em cima de Melbourne.

Estávamos hospedados bem no CBD (no Ibis Budget), e a empresa passou para nos buscar no Novotel (bastava atravessar a rua) às 4h15 da manhã. Levaram-nos ao Amora Hotel, em Richmond, para os procedimentos de check-in e encontrar com os demais participantes. De lá, seguimos para o Westerfold Park, de onde partiríamos, ainda no escuro.

Estacionadas as vans, os três balões foram retirados dos trailers e tivemos um briefing sobre segurança durante a preparação do balão, voo e o pouso em si. Os pilotos (?) analisaram a situação toda e conversaram entre si para ver a direção/sentido para onde cada um rumaria e os balões começaram a ser preparados, com a ajuda dos homens mais altos do grupo.

Uma vez prontos, hora de entrarmos todos naquelas cestas de picnic voadoras, o que deu um certo medinho... porém, a decolagem é bastante lenta e suave, de forma que rapidamente a gente já começa a se sentir tranquilo. O dia estava bem bom e os pilotos comentaram que em geral o voo cobre cerca de 8-10 km, mas naquele dia conseguiríamos fazer em torno de 25-30 km. Escolha (totalmente ao acaso!) acertada de dia para a experiência.

Subimos quando os primeiros sinais de luz despontaram, cerca de 5h30 da manhã, e demos uma bela volta por cima da cidade de Melbourne, observando o skyline e vendo o sol nascer. Eu já tinha visto o sol nascer em lugares maravilhosos (destaque para uma vez num avião rumo à Europa, em localização que jamais saberei precisar), mas observá-lo do balão foi algo de outro mundo. Simplesmente fantástico!

O balão passeia lentamente e vai girando também, para que todos tenham a oportunidade de observar as mesmas paisagens e tirarem as mesmas fotos. Cada um de nós leva seu celular/câmera por conta e risco próprios, mas é bastante seguro desde que você não coloque o braço para fora do balão (ou, caso o faça, que segure firme seu equipamento). Além das nossas próprias fotos, uma das funcionárias da empresa tirou várias fotos (excelentes, diga-se de passagem!) de todos os participantes, enviando para a gente por Airdrop durante a "viagem" de volta a Melbourne.

O voo durou mais ou menos 1h e pousamos no aeroporto de Moorabbin perto de 6h30. Quando você pensa que a aventura terminou, surge mais uma: fomos recrutados para guardar o balão, o que é assustadoramente mais difícil do que dobrar um lençol com elásticos tamanho king. Os turistas e funcionários da empresa de balonismo se dividiam entre empurrar o tecido do balão para baixo para remover o ar interior e dobrá-lo. Terminada essa etapa, que foi a mais longa, ainda foi necessário colocá-lo de volta em uma espécie de saco estanque, e então carregar o saco estanque no trailer para ser transportado. Estudos afirmam que guardar balões elimina completamente a necessidade de frequentar a academia! xD

De volta à van, fomos levados para o Amora Hotel, onde alguns dos participantes tomaram café da manhã pré-encomendado. Nós não tínhamos reservado com essa opção, então optamos por um café próximo chamado Touchwood, com um menu bem vasto e comida deliciosa que quase valeu por um almoço. Durante o trajeto, pudemos trocar as fotos tiradas e também recebemos os nossos certificados de introdução ao balonismo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Voo de helicóptero nos Grampians

 Como parte da nossa viagem exploratória pelos Grampians, queríamos fazer um passeio de helicóptero. Havia muitas (20) alternativas disponíveis, incluindo o helibeer (que basicamente te leva para beber) e opções com vinho, almoço, picnic, fazendas, e por aí vai. Em vez de um trajeto ponto a ponto (aeroporto até o bar/vinícola/restaurante), preferimos fazer um voo cênico, que contava com três ofertas diferentes: Northern Loop ($265, 30 min), Southern Loop ($395, 40 min), e Full Grand Scenic Flight ($595, 1h).

Como já tínhamos planejado o passeio de balão por Melbourne, descartamos o Full, que ficaria bem caro. Entre o sul e o norte do parque, nós optamos pelo norte, por ser mais bonito e um pouco menos explorado, de acordo com o que tínhamos lido em livros, blogs e outras referências.

Tivemos alguns contratempos na marcação do voo, por causa das variações climáticas, mas o pessoal da Grampians Helicopters foi super compreensivo e upfront com a gente, facilitando a nossa vida como possível!

Tínhamos marcado para terça-feira no final da tarde, o clima não estava bom, remarcamos para quinta no final da tarde. Na quarta de manhã ligamos para saber a situação, pois iríamos embora na sexta, e perguntaram sobre a nossa disponibilidade de voar na quarta mesmo, ao meio dia. Confirmamos imediatamente, enrolamos um pouquinho pelo centro de Halls Gap e partimos para Stawell, onde demos uma passadinha rápida no McDonalds para fazer uma boquinha antes de nos dirigirmos ao aeroporto.

Chegamos antes do horário combinado, mas como o dia estava bem tranquilo pudemos antecipar nosso voo. Fomos atendidos diretamente pelo Justin, nosso piloto, que nos explicou os procedimentos de segurança e como funcionava o voo.

Para quem desejar repetir a experiência, eu recomendo que se sente do lado esquerdo do helicóptero, que é muito mais bonito/interessante do que o lado direito, que basicamente sobrevoa fazendas... O lado esquerdo é de onde se vê melhor a MacKenzie Falls e arredores e os principais picos, como Mt Abrupt, Pinnacles, etc.

Como estávamos em apenas duas pessoas + Justin, não tive problemas para olhar o lado esquerdo (eu estava sentada do lado direito, sem ninguém do meu lado já que o Felipe estava no banco da frente). Porém, não consegui ver tudo, por exemplo, o helicóptero deu uma viradinha para poder ver a MacKenzie Falls e devido ao ângulo eu não consegui, tendo que me contentar com as fotos do Felipe depois.

Ainda assim, o voo vale super a pena, e se não fossem as restrições financeiras eu gostaria muito de ter feito o Full. Outra coisa a se considerar é a possibilidade de voar com as portas abertas para melhor qualidade das fotos (nenhum de nós dois estava disposto a isso, mas vou pensar a respeito em uma próxima oportunidade). Nesse caso, os celulares/câmeras precisam estar presos junto às pessoas, não é permitido levá-los soltos na mão.

domingo, 21 de novembro de 2021

Três dias pela Great Ocean Road

Nossa viagem pelo estado de Victoria começou pela Great Ocean Road. Já no aeroporto de Melbourne nós pegamos o carro alugado e seguimos viagem. Para quem vai fazer só a Great Ocean Road, a dica é voar pelo aeroporto de Avalon em vez de Tullamarine, pois assim ganha uns quilômetros de estrada. Por Tullamarine havia mais opções de voo, além de mais baratos, e como ficaríamos em Melbourne os últimos dias da viagem nós optamos por Tullamarine mesmo.

No primeiro dia de viagem, nós visitamos a cidade de Torquay (almoçamos no McDonalds, porque somos assim, e visitamos alguns lugares como Point Impossible e Point Danger), a famosa praia de surf Bells Beach (onde ocorre o Rip Curl Pro), a Great Ocean Road Chocolaterie & Ice Creamery (fica na cidade de Bellbrae, mas na rodovia mesmo!), Lorne (chegamos tarde e estava tudo meio fechado), Split Point Lighthouse, Erskine Falls (que fica no Great Otway National Park), Teddy's Lookout e Marriner's Lookout. Paramos para dormir em Apollo Bay ("The Apolo Apartments"), não sem antes visitarmos a Great Ocean Road Brewhouse para jantar e tomar as nossas merecidas cervejas. Na frente desta cervejaria, há uma placa dizendo que é o pub mais ao sul da Austrália continental (isso é, sem incluir a Tasmânia).

No dia seguinte, após o café da manhã, caminhamos pela cidade (praia e monumentos de guerra, além do símbolo de início da Great Ocean Walk) e fomos para Cape Otway, onde fizemos a Maits Rest Rainforest Walk, que é curta mas bem bonita e interessante, e fomos até o Cape Otway Lightstation (onde não foi possível entrar, então fizemos a trilhazinha à esquerda que permite uma vista distante do farol). Após almoçarmos, na cidadezinha de Lavers Hill, seguimos para Melba Gully para mais uma caminhada (mais íngreme e escorregadia do que havíamos planejado, além de estarmos de tênis e não de bota!) e então tomamos rumo para Port Campbell, parando no trajeto nos pontos turísticos tradicionais: Gibson Steps, 12 Apostles, Loch Ard Gorge. Devidamente instalados no Southern Ocean Motor Inn, que por sinal tem uma localização perfeita, tomamos umas cervejas na praia antes de nos darmos conta que tudo fechava cedo na cidade, de forma que corremos até a Sow and Piglets Brewery de shorts e havaianas mesmo para conseguirmos jantar e experimentar algumas das cervejas locais.

No domingo, fizemos uma caminhadinha pela praia antes de deixarmos a cidade, com destino a Timboon para visitarmos uma destilaria (Timboon Railway Shed Distillery). Lá mesmo, decidimos passar por uma parte da rota da comida gourmet ("The Gourmet Trail"), que incluiu degustação de queijos na Schulz Organic Creamery & Café e de chocolates na GORGE Chocolates. Devidamente alimentados, e ainda com bastante tempo livre, fomos novamente aos Doze Apóstolos, antes de continuarmos para Worm Bay e Bay of Islands. Tentamos dar uma passadinha no histórico Boggy Creek Hotel, mas infelizmente ainda estava fechado devido à pandemia, então dirigi até Warrnambool para passarmos a noite no City Heart Motel. Visitamos a Flying Horse Bar and Brewery, que foi um pouco decepcionante por não ser mais uma cervejaria (é um bar normal com apenas duas cervejas dessa marca), demos uma passada pela Tower Hill Wildlife Reserve na esperança de ver coalas (spoiler: não vimos, mas foi bacana por ser um vulcão inativo!) e fomos jantar/beber no centro da cidade mesmo.

No dia seguinte, antes de partirmos para a próxima aventura (Grampians National Park), fomos ao Flagstaff Hill Maritime Village, que é um museu a céu aberto que reconta a história das navegações e naufrágios.

Eu já havia passado por Gibson Steps, 12 Apostles, Loch Ard e Port Campbell Beach quando estive na Austrália em 2015, como turista. Tinha ficado uns dias em Melbourne e feito uma excursão de ônibus para a Great Ocean Road. Embora tenha sido um pouco acelerado, pela grande distância percorrida no dia, e também em um dia bem chuvoso, tinha sido bastante proveitoso já. Porém, percorrer a Great Ocean Road de carro traz uma experiência totalmente diferente e mais flexível em questão de deslocamentos e horários, então valeu muito a pena retornar, ainda mais deixando três dias inteiros para esse roteiro!

Com três dias, deu para explorar a Great Ocean Road muito bem, sem precisar correr muito (apesar de haver muitos nomes no meu roteiro, é tudo muito perto!), e ainda deu pra incluir a Gourmet Trail por estarmos com um dia "sobrando" - nós optamos por fazer em três dias em vez de dois justamente por isso, para ter alguma gordura caso um dia estivesse chuvoso ou tivéssemos algum incidente e não conseguíssemos aproveitar, coisas que por sorte não aconteceram. Então, certamente seria essa a minha recomendação: três dias dedicados a esse maravilhoso cartão postal da Austrália!

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Projeto Inverno 2020: Sydney's Great Coastal Walk

Foram mais de 200 km de caminhadas entre Palm Beach e Cronulla, em um total de dez dias e espalhadas pelos últimos três meses, mas finalmente podemos dizer que a Rhaíssa e eu conhecemos cada cantinho litorâneo dessa cidade maravilhosa que é Sydney!

Durante as primeiras etapas de nosso percurso (mais precisamente na terceira, quinta e sexta!), nós contamos com a companhia de várias pessoas: Felipe, Iara, Debora, Clarisse, Luciana, Renata, Christine. A partir de Maroubra, por sabermos pouco a respeito do caminho e também por entrarmos em áreas menos interessantes do ponto de vista turístico (como a região industrial e outros trechos urbanos), acabamos seguindo apenas nós duas.

Para os interessados e demais curiosos, segue a nossa divisão de etapas, compreendendo o trecho caminhado em cada dia, sua quilometragem, tempo utilizado e ganho de elevação.
1: 12/06: Palm Beach to Newport, 18km 5:20 396m
2: 13/06: Newport to Long Reef Beach, 18km 5:45 594m
3: 19/06: Long Reef Beach to Manly through North Head, 22km 6:15 738m
4: 20/06: Manly to Balmoral, 15km 4:00 653m
5: 26/06: Balmoral to Circular Quay, 26km 7:23 813m
6: 03/07: Circular Quay to Watson’s Bay through the lighthouse, 25km 7:06 933m
7: 04/07: Watson’s Bay to Maroubra, 21km 5:54 831m
8: 10/07: Maroubra to Mascot, 26km 7:13 418m
9: 11/07: Mascot to Caringbah, 18km 4:37 207m
10: 28/08: Woolooware to Cronulla, 32km, 7:39, 462m

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Woolooware to Cronulla

Depois de um longo hiato de algumas semanas, nós finalmente conseguimos terminar a nossa saga, o nosso projeto de inverno: percorrer toda a costa de Sydney! Na Austrália, as estações do ano começam no dia primeiro dos respectivos meses, então este final de semana era a nossa última oportunidade de cumprirmos o prazo que havíamos imposto a nós mesmas..

Por razões logísticas e também pela pequena distância "comida", nós optamos por pular a curta extensão entre as estações de Caringbah e Woolooware, que foi onde iniciamos as atividades de hoje, às 9h15.

De Woolooware, nós seguimos rumo ao norte até chegarmos na Captain Cook Road, de onde seguimos para Kurnell. Ali, passamos pelo Obelisco do Captain Cook e contornamos toda a costa Kamay Botany Bay National Park, passando pela escadaria, Cape Solander, Cape Baily Lighthouse, Potter Point e Boat Harbour, até chegarmos à praia de Cronulla, que responde uma grande parte da nossa jornada, com dificuldade aumentada devido à areia.

Ao chegarmos no Dunningham Park, às 15h10, tivemos que tomar a difícil decisão (só que não) entre seguir diretamente para a estação de trem, que seria o natural, ou contornar a península pela esplanada, indo pelo caminho longo em direção à balsa, chegando à Nicholson Parade às 16h45. De lá, seguimos para a Shark Island Brewing para a nossa merecida cerveja após um registro de 32 km no que foi o meu dia mais longo desde 2015 segundo o Fitbit: 50,250 passos no total, conquistando o badge "Cowboy Boot" pela primeira vez.

sábado, 11 de julho de 2020

Mascot to Caringbah

Tanto eu quanto a Rhaíssa estávamos bem cansadas da aventura de ontem, de forma que ambas perderam a hora. Foram apenas alguns minutos de atraso, apenas o suficiente para não pegarmos o trem no horário que tínhamos planejado, mas sem grandes prejuízos.

As duas estavam destruídas aos nos encontrarmos na estação de trem. Devido ao tempo frio e chuvoso, meus dois joelhos doíam, entregando o meu problema de RG baixo. Os pés da Rhaíssa acumulavam bolhas da trilha de ontem. Chovia mais do que a previsão do tempo e o nosso otimismo tinham previamente indicado.

Assim, ao nos vermos hoje nós combinamos de fazer um roteiro mais light, "praticamente um passeio no parque", nas palavras que usamos. Porém, nós duas sabemos muito bem que isso não funciona entre nós e que é pura enganação de nossas mentes. Foi assim que, apesar dos 26 km de ontem, acabamos andando por 18 km entre a Mascot Station e a região de Caringbah, onde encerramos o dia no Caringbah Hotel para mais uma celebração.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Maroubra to Mascot

Quando iniciamos o nosso projeto de trilhas, a ideia era percorrer a costa de Sydney desde Palm Beach até La Perouse. Porém, durante o projeto acabamos descobrindo que La Perouse não era o fim da linha: a Great Sydney Coastal Walk leva até Cronulla!

Grande parte dos guias dessa Coastal Walk descarta o trecho entre La Perouse e Kurnell, por não ser tão interessante quanto o resto da jornada. Mas, como nossos pais sempre nos disseram que nós não somos todo mundo, resolvemos caminhar por aí também, fazendo o percurso completo.

Assim, hoje, dia 10/07/2020, nós andamos desde a praia de Maroubra até a Mascot Station. Até agora, foi o dia mais emocionante, com direito a se perder em um campo de golf (a experiência mais traumática até então!), escalar e pular pedras em Cape Banks, andar em meio aos caminhões no trecho industrial próximo ao Porto de Sydney, que de bonito não tem nada.

Foram 26 km de percurso, com um ganho de elevação de 418 metros, que cumprimos em 7h13. Da estação de Mascot, tomamos um ônibus com destino a Marrickville para celebrarmos mais uma vitória na Sauce Brewing Co.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Watson's Bay to Maroubra

No sábado, um grupo de seis meninas (Andrea, Rhaíssa, Christine, Clarisse, Luciana e Renata) se encontrou na Wynyard Station para pegarem juntas o ônibus das 08:40 que levaria a Watson's Bay. No caminho, Christine subiu no ônibus, juntando-se à turma. Ao chegar em Watson's Bay, aproveitamos o banheiro público em frente à balsa antes de começarmos a nossa caminhada. Pegamos a estrada do HMAS Watson's Bay, que deu uma voltinha pela redondeza, e não tardamos a chegar ao Gap Park, que havia sido meu ponto de partida das outras vezes em que andei pela Federation Cliff Walk.

A partir do Gap Park, uma ampla plataforma com pouca inclinação nos acompanhou pela maior parte do percurso. Em pouco tempo passamos pela Macquarie Lighthouse, que não é especialmente bonita, e seguimos rumo a Diamond Bay, meu trecho favorito da Federation Cliff Walk. Da última vez em que eu havia passado por ali, quatro semanas atrás, a Diamond Bay Cliffwalk estava fechada para reforma, fazendo com que eu tivesse que desviar pela Military Road. Por sorte, desta vez pudemos andar pela boardwalk, que é muito mais agradável.

O grupo estava em um ritmo bem tranquilo, de forma que passamos pela Dudley Page Reserve já próximo das 11 horas, quando a fome já começava a bater. Para não nos atrasarmos muito, decidimos não ir ao mirante, apenas cruzamos por baixo mesmo. Seguimos até a Rodney Reserve e ali brincamos com alguns cachorros. Passamos reto pelos Aboriginal Rock Engravings e chegamos a Bondi Beach pelo norte após cerca de 2h10 de andanças. Ali, eu tinha planos de passar no Heart Café para cumprimentar uma amiga. Descobrimos ali na praia que metade do grupo não havia trazido almoço, então aproveitamos a passadinha pelo café para pegarmos algo, todas nós. Pedimos coisas práticas de take away e fomos comer no gramado, admirando a praia.

Após cerca de uma hora em Bondi Beach, considerando o tempo de espera no café e a pausa para o almoço propriamente dita, seguimos ao sul com destino a Coogee. A maior parte das meninas já havia percorrido esse trecho, de forma que demos uma acelerada até Bronte. Porém, a partir de Bronte diminuímos o ritmo novamente, fazendo com que o trecho Bondi-Coogee levasse 1h30. Em Coogee, fizemos uma nova pausa para banheiros e para reavaliarmos o mapa, já que apenas a Rhaíssa havia feito Coogee to Maroubra anteriormente.

Descobrimos os caminhos por onde andaríamos a seguir, as bifurcações e inclinações e partimos, com seções pela rua mesmo e outras por plataformas. Em alguns dos trechos finais, foi possível observar baleias a alguma distância, o que não estava no programa mas foi muito bem recebido por nós! Essa última etapa do nosso dia foi bastante tranquila, em um ritmo bem de passeio, que nos levou cerca de 1h15 para que percorrêssemos os últimos 4 ou 5 km. Ao chegar em Maroubra, fomos diretamente ao The Bay Hotel para nossa merecida celebração à base de cerveja!

domingo, 5 de julho de 2020

Circular Quay to Watson's Bay

Devido à quilometragem caminhada no dia 26/06 e a alguns compromissos acadêmicos da Rhaíssa, decidimos "falhar" no sábado, retomando a jornada na semana seguinte. Tivemos a companhia de outras duas brasileiras que conhecemos através do grupo de WhatsApp "Calcinhas Trilheiras". Débora e Clarisse se juntaram a nós no Circular Quay às 9h30 da manhã para andarmos em direção a Watson's Bay.

Contornamos a baía, não sem antes tirar muitas fotos da Opera House e da Harbour Bridge, chegando então aos Royal Botanical Gardens, que também contornamos pela costa. Após as escadarias que nos levariam a Woollomooloo, parques e reservas, finalmente chegando a Rushcutter's Bay, onde aproveitamos para usar o banheiro e brincar com algumas crianças e cachorros. Uma caminhada fácil e costeira nos levou a Double Bay, Duff Reserve e Rose Bay Park. O trecho pela New S Head Rd é bastante plano e bonito, tendo sido vencido rapidamente até chegarmos a Queen's Beach.

A partir de Queen's Beach tem início a Hermitage Foreshore Walk, bastante bonita e pouco frequentada. Chegamos então à famosa praia escondida Milk Beach e seguimos sentido Shark Beach, já bastante movimentada e com boa infraestrutura. Contornamos o Bottle and Glass Point, passamos pela Paddock Beach e pelo Vaucluse War Memorial, chegando então a Parsley Bay. Apenas cruzamos a ponte e admiramos a prainha e a baía, porém sem descer. Já havíamos diminuído bastante o ritmo nesse momento. Seguindo por The Crescent, eu sugeri um pequeno desvio para apresentar às meninas a charmosa Kutti Beach. Com um acesso um tanto quanto escondido, não é raro as pessoas passarem batido por essa micro-praia tão bonitinha! Ali, fizemos uma pausa um pouco mais longa, a pedidos da Clarisse.

Ao voltarmos à nossa jornada, passamos rapidamente por Gibson e por Watson's Bay, seguindo sem pausas até o Green Point e Camp Cove Beach. Caminhamos pela Lady Bay Rd até o farol sem pararmos na Lady Bay Beach, apenas a observamos de cima. Já próximas ao farol, nova sessão de fotos, dessa vez com direito a armarmos o tripé e fazermos várias fotos engraçadinhas/infantis/divertidas (chame do que quiser!). Retornamos então a Watson's Bay, de onde pegamos a balsa (tivemos que correr um pouquinho para entrar nela...) até Circular Quay, para uma merecida pizza com cerveja no Ship Inn! Mais 28 km de trilhas pra nossa conta nesse dia!

domingo, 28 de junho de 2020

Balmoral Beach to Circular Quay

Na sexta-feira, encontrei a Rhaíssa no ponto de ônibus de Neutral Bay para chegarmos a Balmoral Beach. Essa praia fica a apenas 4 km da minha casa, mas como teríamos um longo dia pela frente preferimos ir de ônibus mesmo. Ao descermos, aproveitamos para dar uma explorada em Balmoral, que a Rhaíssa só conhecia de passagem, fomos até a Rocky Point Island e tudo mais. Isso feito, era hora de começarmos o dia!

Seguimos a Headland Park Walking Track, que nos levaria a Middle Head. Aproveitamos para dar um pulinho rápido nas praias de Cobbler e Obelisk, mas nos divertimos mesmo foi nas fortificações e batteries de Middle Head. Vencida essa etapa, caminhamos pela Chowder Bay Rd até George's Head, seguindo para Clifton's Garden e então Taylor's Bay Track, que nos levou até Bradley's Head, onde fizemos uma pausa para almoço. Interessante notar que nosso desempenho até então havia sido pífio, o que me deixou ligeiramente mal humorada!

Após o almoço, engrenamos em um ritmo bem melhor e rapidamente passamos pela Taronga Zoo Wharf e por Little Sirius Point, que nos rendeu uma longa pausa para fotos maravilhosas. Seguimos então para Sirius Cove Reserve e South Mosman's Wharf, onde encontramos um gatinho fugitivo e paramos por alguns minutos para agradá-lo e tentar localizar os donos (spoiler: levou quase duas horas para nos retornarem, mas o gato foi encontrado e está bem!).

A próxima seção não era muito interessante, de forma que passamos rapidamente pela baía de Mosman até chegar ao Reid Park, em uma caminhada bastante urbana. A partir de então, voltamos à trilha, que nos levou até Cremorne Point e Robertson's Lighthouse e de volta às ruas, em Bogota Avenue. Com mais um trecho caminhando pelas ruas de Lower North Shore, e pulando a "entrada" em Kurraba's Point, rapidamente chegamos a Neutral Bay Wharf, de onde decidimos que atravessaríamos a ponte neste dia! Sabíamos que isso ocorreria lá pelo pôr-do-sol, mas por se tratar de uma caminhada urbana não seria problema. Eu estava até com uma headlamp para se precisássemos percorrer um trecho de trilha no escuro, mas não seria o caso.

Após Neutral Bay, passamos pelo Anderson's Park, Sub Base Platypus e Milson Park antes de chegarmos até Mary Booth Reserve Lookout, de onde assistimos um belíssimo pôr-do-sol sobre a icônica Harbour Bridge. Durante esse caminho, pudemos observar a Opera House de muitos ângulos diferentes, com iluminações igualmente distintas devido à mudança de posicionamento do sol. Muitas fotos e imagens mentais guardadas.

Seguimos até Milson's Point, de onde tiramos mais algumas dúzias de fotos da Opera House ainda antes da total escuridão. Pouco depois, subimos os degraus para cruzar a famosa ponte, coisa que há muito eu não fazia. Atravessando a Harbour Bridge, já no escuro, pudemos encontrar diversos farois, que marcavam pontos específicos de nossa jornada até então e nos fazia realizar o quanto já havíamos percorrido em apenas um dia e no projeto completo! Terminando a ponte, tomamos à esquerda e fomos até Dawes Point, que nos rendeu mais algumas belas fotos da Opera House! Seguimos pelas passarelas demarcadas até finalmente chegarmos em Circular Quay, onde encerramos o nosso dia, após cerca de 30 km caminhados! Para repor as energias gastas, jantamos e bebemos no restaurante Zia Pina, em The Rocks.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Manly Wharf to Balmoral Beach

Após a chegada em Manly Wharf no final da tarde de sexta-feira, optamos por uma caminhada mais light no sábado. Tanto eu quanto a Rhaíssa havíamos dormido mal e houve problemas com o horário das balsas para chegar em Manly, o que nos fez precisar refazer os planos para ir de ônibus, consequentemente chegando no ponto de partida um pouco mais tarde do que o pretendido.

Isso não nos atrapalhou nem desmotivou! Ainda sentindo o frio da manhã, começamos a andar sentido sul, passando rapidamente pelas prainhas de Fairlyght e Forty Baskets antes de adentrarmos na reserva que contém Dobroyd Head, meu trecho favorito dessa trilha! No sábado, porém, muitos Sydney-siders tiveram a mesma ideia que nós, causando um movimento inesperado para a localização - apesar de ser uma das trilhas clássicas de Sydney, eu nunca havia visto tanta gente nela!

Passamos pelas praias da reserva e pelos Engravings sem muita paciência por ter que desviar de tantas pessoas, algumas mal educadas o suficiente para não se manterem à esquerda e não fazerem fila única ao passarem como grupo. Porém não tardou para que chegássemos a Castle Rock, que por sorte tinha pouquíssima gente - apenas dois casais e um outro grupo de umas seis pessoas. Acabamos ficando por ali um tempo para relaxar e almoçar e vimos vários grupos chegarem e partirem. Quando o sol mudou de posição e a praia esvaziou, decidimos seguir também.

Rapidamente chegamos em Clontarf, por onde caminhamos na areia. Muitas fotos depois, alcançamos e cruzamos a Spit Bridge, que é o tradicional ponto de encontro para a trilha quando feita no sentido oposto do nosso (Spit to Manly). Nessa altura, a Spit tinha pouco movimento de pedestres, mas muitos veículos de todo tamanho passavam por ela.

Bifurcamos na Parriwi Rd e ao avistarmos o farol decidimos descer as escadas, super inclinadas. Havia uma sinalização de que dependendo da maré haveria um caminho para Chinamans Beach, que também poderia ser acessada pela rua logo à frente. Ao terminarmos as escadas, notamos que o acesso à praia seria pelas rochas ligeiramente molhadas, porém ainda acima do nível da água. Estava mesmo faltando um pouco de desafio nas nossas andanças! Havia muitas crianças se divertindo por ali e a iluminação estava perfeita para mais uma sessão de fotos, sempre controlando a maré para podermos chegar em segurança à praia sem precisar subir todas as escadas e desviar pela Parriwi Rd...

Ao sul de Chinamans, entramos em Rosherville Reserve, caindo logo na Hopetoun Ave/Burran Ave, que nos levariam ao final de nossa jornada. Chegamos à prainha ao norte de Edwards Beach, passamos por Edwards Beach e continuamos mais alguns metros para finalizar os aplicativos no ponto de ônibus próximo à ilhazinha de Rocky Point Island cerca de 15h30. Demos mais uma voltinha em Balmoral e entramos em um ônibus para Neutral Bay, para tomarmos um drink no Pocket Pita antes de jantarmos e bebermos no The Colonial.

domingo, 21 de junho de 2020

Long Reef to Manly Wharf

Dando sequência ao projeto de contornar a costa de Sydney caminhando, na sexta-feira eu me encontrei com três amigos: além da Rhaíssa, também se juntaram ao time o Felipe, amigo de longa data que hoje em dia trabalha comigo, e a Iara, que eu conheci em um grupo feminino de trilhas no WhatsApp.

De ônibus, fomos até Collaroy, de onde voltamos um pouquinho até chegar à altura de Long Reef, onde iniciamos a caminhada. Como a maré estava bem baixa, foi possível atravessar a lagoa de Dee Why pela praia mesmo, o que há algum tempo eu não conseguia! Vencida a praia de Dee Why, entramos na Dee Why to Curl Curl Coastal Walk, uma seção muito agradável e arborizada. Há alguns mirantes no meio do caminho, sendo o mais bonito, em nossa opinião, o último, já com vista para a North Curl Curl Rock Pool além das praias - armamos o tripé ali e nos divertimos bastante com a câmera!

O trecho entre Curl Curl e Freshwater é curtinho e bem pavimentado, não tardando para que chegássemos à última etapa da manhã: a curta, porém íngreme subida ao sul de Freshwater, que daria acesso a um pequeno trecho urbano que culminaria em Queenscliff - Queenscliff é uma praia conectada ao norte de Manly, de cuja existência eu nunca me lembro, chamando tudo por ali de Manly mesmo. A fome já batia, mas decidimos finalizar essa etapa.

Então, tive a ideia de levar o grupo ao meu cantinho preferido de Manly, o wormhole, que fica próximo à Queenscliff Rock Pool, onde fizemos nosso picnic e aproveitamos a pausa para mais uma sessão de fotos. Com as energias recuperadas, Felipe decidiu encerrar a jornada, enquanto as meninas resolveram estender a trilha indo ao North Head.

Cerca de 11 km nos separavam de nossa próxima meta, que era chegar à Manly Wharf porém pelo North Head em vez de simplesmente cruzar pelo Corso. Seguimos a caminhada, chegando rapidamente a Shelly Beach, que estava mais lotada do que a temporada pós-coronavírus pedia. Seguindo pela trilha, descobrimos pouco depois que estava fechada de segunda à sexta, devido a trabalhos de recuperação. Tivemos que regredir um pouco, contornando pelo bairro até encontrarmos um caminho pelo parque mesmo, que nos levou ao St Patrick Estate Manly.

De lá, pegamos a Darley Rd seguindo a pé pelo North Head Scenic Drive. Chegando ao Fairfax Lookout, nova sessão de fotos, dessa vez tendo os cliffs como motivo principal. Continuamos pelo Scenic Drive, cortamos The Barracks Precinct e prontamente decidimos seguir pela Collins Beach Rd - na verdade, eu tomei essa decisão sozinha, comunicando às meninas que havia mais uma praia que eu gostaria que elas conhecessem, mas que precisávamos apressar o passo pois fechava durante as horas escuras do dia.

Chegamos em Collins Beach poucos minutos antes do pôr-do-sol, mas o suficiente para explorar a praia, fotografar a pequena e simpática queda de água que há no canto norte e aproveitar as vistas da prainha. Não muito tempo depois entramos na Skinner's Reserve, aumentando novamente a velocidade para sairmos logo do trecho de mata. Rapidamente alcançamos o boardwalk que leva a Little Manly, onde pudemos contemplar o sol se despedindo. Pegamos a Stuart St e chegamos à East Manly Cove Beach, caminhando até a entrada da Manly Wharf para encerrarmos o dia. De lá, saímos para uma merecida comemoração com cervejas artesanais no 4 Pines Keller Door, um dos meus bares preferidos de Sydney.

domingo, 7 de junho de 2020

Newport to Long Reef Beach

Continuando a saga pelas Northern Beaches, encontrei a Rhaíssa no sábado para retomarmos o caminho em Newport, onde havíamos concluído a trilha da sexta-feira. Devido à diferença de horários de ônibus entre os dias da semana, ela tomou o 190x às 09:38 na Wynyard Station e eu a encontrei dez minutos depois em Neutral Bay Junction. Seguimos juntas até Newport, onde fizemos um rápido alongamento no ponto de ônibus mesmo.

De lá, seguimos sentido sul, com uma rápida caminhada pela praia seguida de parada para fotos na piscina de Newport. Retomamos as andanças pela Myola Road até a Bungan Head, com uns trechos bem chatos de subida. Optamos por não descer até Bungan Beach, apenas observamos do alto. Seguindo até Mona Vale, adentramos a Mona Vale Headland Reserve, que nos levou à pequena e charmosa Basin Beach, uma prainha conectada à Mona Vale Beach. Fizemos uma parada para o nosso picnic próximo à piscina, onde uma gaivota encrencou comigo e achei que seria meu fim... Sobrevivi às gaivotas, entrei no mar rapidamente para aliviar as batatas das pernas e seguimos pela praia sentido sul, até encontrarmos um caminho bonitinho e apertadinho que nos levaria a Warriewood. A chegada a essa praia foi maravilhosa e pouco poderia imaginar que ela seria acessível também de carro!

O ponto alto de Warriewood foi uma casa quase à beira-mar, mas ainda com certa altitude, que tinha um labrador pleníssimo, curtindo sua vida em um belo jardim ao som das ondas, haha. Ele é feliz e nem sabe (ou sabe!). Ao sul de Warriewood, entramos em mais uma reserva, Turimetta Headland Reserve. Além dos magníficos mirantes em ambas as direções, em Turimetta nos chamou a atenção uma área de floresta que segue fechada desde a temporada de queimadas, que teve início em junho 2019 e cujo desgaste ainda não foi totalmente recuperado.

No trecho final da reserva, já avistamos a lagoa e a praia de Narrabeen, que seriam o fim da caminhada planejada para esse dia. No entanto, após mais uma pausa ao sul de Narrabeen decidimos seguir um pouco mais, passando brevemente por Collaroy Beach e chegando a Fisherman's Beach, a partir de onde subimos o morrinho até a reserva de Long Reef. Caminhamos ali por cima e descemos brevemente até a praia de Long Reef, onde tiramos algumas fotos e pude molhar os pés pela última vez no dia. Subimos novamente para retomar a Bicentennial Coastal Walk e encerramos a jornada em frente ao Long Reef Surf Life Saving Club, de onde partiremos na próxima semana. De lá, pegamos um ônibus em direção a Brookvale para as merecidas cervejas na Nomad, outra cervejaria independente de Sydney de ótima reputação.

sábado, 6 de junho de 2020

Palm Beach to Newport

Na sexta-feira, 12/06, iniciamos a descida de Palm Beach pelas Northern Beaches. O plano inicial era caminhar até Avalon. Mas o plano inicial também era descer do ônibus o mais perto possível do farol, e não deu certo, hahaha.

Minha amiga Rhaíssa pegou o ônibus 190x às 09:05 na Wynyard Station e eu a encontrei dez minutos depois na Neutral Bay Junction. Seguimos até o ponto final, que era no início de Palm Beach. De lá, caminhamos por toda a praia sentido Barrenjoey Lighthouse e subimos até o farol pela rampa - não nos aventuramos pela Smugglers, pois teríamos um caminho bem comprido pela frente ainda. Lá do alto, presenciamos um lindo arco-íris! Descendo, fizemos todo o retorno até o começo de Palm Beach, onde, ao lado da piscina, pegamos a trilha, que se inicia em uma escadaria sem fim.

Finda a escadaria, caímos na Whale Road, que nos acompanharia por um bom trecho. Após passarmos pela Whale Beach, e ainda seguindo na Whale Road, chegamos à entrada da Careel Headland Reserve, que foi uma grata surpresa! Após subirmos vários degraus e adentrarmos uma floresta belíssima, chegamos ao lugar que seria o ponto alto da trilha, Bangalley Head. Bastante conservado, de lá víamos até o Barrenjoey Lighthouse, podendo verificar o quanto já tínhamos caminhado!

Saindo de Careel, não demorou muito para que avistássemos Avalon. Devido ao horário, decidimos prosseguir um pouco mais, passando por Bilgola Beach e finalmente chegando até a praia de Newport, onde decidimos encerrar o dia após cerca de 17.5 km de trilhas! De Newport, tomamos um ônibus até Mona Vale, onde pudemos nos refrescar em uma de minhas cervejarias preferidas de Sydney - Modus Operandi. Devido à pandemia, estão operando apenas com sistema de reservas, de forma que tivemos sorte ao telefonar desde o ponto de ônibus de Newport e solicitar uma mesa para dali a meia hora.

Embora o trecho de Palm Beach até Newport não seja especialmente longo, nós tivemos que somar a ida e a volta ao farol, já que descemos muito próximo à piscina na ida, o que aumentou consideravelmente o caminho. Além disso, houve bons trechos de subidas, como a própria ida ao farol e o início do trecho dentro da Careel Headland Reserve. Alguns pedaços da caminhada foram bastante urbanos e inclusive dividindo espaço com os veículos em vez de serem por trilha. De forma geral, não foi uma trilha difícil, apenas longa, especialmente para quem estava recém saindo da quarentena. Certamente faria de novo, mas com cuidado de iniciar mais próximo ao farol para evitar andanças desnecessárias.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

De volta a Sao Thome das Letras


No feriado de finados, retornei a São Thomé das Letras com dois amigos, agora com um pouco mais de tempo para curtir a cidade. Cheguei na madrugada de quarta para quinta-feira e fui direto ao Hostel República São Thomé das Letras (R$45/pessoa, sem café da manhã, em quarto com duas beliches). Tivemos a impressão de estar na casa de amigos: o Pedro e a Priscila nos receberam e trataram super bem, deram várias dicas e tivemos conversas ótimas. A casa é super bem localizada, pertinho tanto do centro da cidade quanto da pirâmide e do cruzeiro.

Na quinta-feira, fomos às cachoeiras Véu da Noiva e Paraíso, que são super próximas uma da outra. Depois, fomos para a Cachoeira Antares.
Voltamos à cidade no final da tarde e fomos à Pirâmide apreciar o pôr-do-sol. Na escadaria, encontramos Pedro e Priscila, pedimos por indicações de restaurante e eles nos recomendaram o Alquimista. Após o pôr-do-sol, fomos jantar. Comemos a tradicional pizza na pedra, estava deliciosa. Há quatro estabelecimentos da rede na cidade, mas são da mesma família. Adotamos o restaurante como oficial e fizemos todas as grandes refeições por lá! Ficamos andando pela cidade e paramos por mais tempo no Eskina Beer, estava tendo música ao vivo e estava muito boa!

Na sexta-feira, perdemos algumas horas para arrumar um probleminha de injeção no meu carro, mas por sorte consegui resolver em São Thomé das Letras mesmo - estava considerando ir a Três Corações procurar uma concessionária. Conhecemos a Cervejaria Quântica. O Tiago nos recepcionou, explicou suas produções, foi muito interessante. Provei a Weiss, a APA e a Dry Stout deles, e são todas muito boas! As long necks custam R$8 e as de 600 ml custam R$15. Para levar, cada cerveja sai por R$2 a mais por causa da garrafa. Conhecemos também o Markim Mandala, que estava na cervejaria e pegou conosco uma carona de volta para a cidade, não sem antes nos contar um pouquinho de seu trabalho (fantástico!) com mandalas e de suas viagens Brasil afora. Agora, ele está a caminho de Manaus, devendo retornar em um ano para STL.
À tarde, fomos à Cachoeira do Flávio. Não gostamos: estava muito lotada de gente, praticamente sem espaço para sentar na prainha, água apenas até o joelho, e queda d'água pequena. Tentamos ir na Eubiose, ali do lado, mas desistimos ao ver vários ônibus estacionados próximos à cachoeira e ao sabermos da taxa de R$5 - o valor é pequeno, mas não compensava por estar lotada.

Decidimos ir na Shangri-lá, porém todas as pessoas para quem perguntamos disseram que seria necessário guia para ir. Acabei descobrindo um post do blog 'Cocô no Mato' com as instruções e decidimos ir por conta própria. Não foi tão fácil chegar, mas valeu a pena o esforço. Fomos recompensados com uma cachoeira linda e quase vazia! Havia poucos grupos de 3-4 pessoas e alguns casais, porém muito bem espalhados ao longo de 1 km de corredeiras e poços. Curtimos o visual e a tranquilidade por várias horas antes de voltarmos à cidade.
Chegando ao centro, fomos nos arrumar e jantar no Alquimista - dessa vez pedimos pasta, e estava ótima! Os pratos são também muito bem servidos! (Penne quatro queijos + Coca Cola 350 ml = R$24.20) Depois, encontramos com uma catalã com quem eu havia conversado no Facebook - Clara - que foi até o nosso hostel para irmos juntos à Cachoeira da Lua. Em noites de lua cheia, como sábado, a lua reflete na água. Ficamos quase duas horas por lá, porém, estávamos com frio e cansados e decidimos não esperar o fenômeno (que aconteceria em torno de 1h da manhã). Voltamos para a cidade, passamos por alguns bares e finalmente entramos no famoso Bar do Dois, onde curtimos o som de um grupo de reggae de Americana/SP. Uma Heineken long neck no Bar do Dois custa R$8.

No sábado, o nosso destino foi o distrito de Sobradinho. A primeira parada foi na Gruta de Sobradinho. Pagamos R$20 (R$15 da entrada, guia, e capacete/lanterna - obrigatórios - e R$5 para alugar a bota, o que eu super recomendo) e aguardamos um pouco para a visita guiada. O percurso dentro da caverna dura de 15 a 20 minutos apenas, mas é bastante interessante. Passamos por um saguão em que há breu total (o olho não se acostuma com a escuridão), e no trecho final, anda-se com água na altura do joelho. Saindo da gruta, fomos ao Poço Encantado. Não é muito grande, mas o lugar é bastante agradável, tem uma cascata maravilhosa e um poço bem fundo. Ficamos por bastante tempo ali antes de irmos conhecer o Poço das Esmeraldas.
O Poço das Esmeraldas nos decepcionou um pouco: há uma taxa de R$10 por pessoa para entrar (revertidos em consumação - uma Coca Cola em lata custa R$5, uma garrafa de água de 500 ml custa R$3). O local é uma pedreira, e tem alguns poços e braços de água. Esperávamos um verde mais claro, mas quase sempre o tom era verde musgo. Paramos em um pocinho de água mais clara, que foi onde achamos mais bonito, e nadamos um pouco por lá. Devido à mineração, a densidade da água é muito alta, facilitando a flutuação.
De volta ao centro, fomos nos arrumar, encontramos a Clara novamente e fomos juntos ao Alquimista. Clara e eu comemos pizza, Rafael e Daniele comeram sanduíches. Minha parte (dois pedaços avulsos de pizza, uma lata de Coca Cola e uma palha suíça de sobremesa) ficou em R$22. Todos ficaram bastante satisfeitos, e então fomos caminhar pela cidade e dar uma passada nos bares.

No nosso último dia, domingo, planejamos um dia mais light. Fomos pela manhã à Cachoeira Vale das Borboletas. Infelizmente estava bastante lotada, aparentemente havia uma excursão ali (algumas pessoas estavam com camisetas de guias de uma agência de São Paulo), mas deu para aproveitar. O nível da água estava bem mais baixo do que em minha primeira visita, em dezembro/2015. Saindo de lá, levei o pessoal à Ladeira do Amendoim, onde nos divertimos por vários minutos vendo o carro subir a ladeira estando desligado.
De volta ao hostel, nós nos arrumamos, saímos para almoçar (no Alquimista! Pedi um penne ao pomodoro e uma lata de Coca Cola, gastei R$24.20) e para comprar algumas lembrancinhas na primeira lojinha da galeria Picapedra, acho que chama Sumé Artesanato. Comprei alguns incensos (um por R$4, três por R$10) e também um 'kit pizza' para meus pais por R$30, vem a pedra para assar, um apoio para colocar a pedra na mesa, e um pegador.

Considerando a ida de Campinas a STL, todos os passeios pela cidade, e um pequeno desvio que tive que fazer até Carmo da Cachoeira/MG antes de retornar a Campinas, rodei por um total de 981.7 km, o que resultou em um gasto de R$334.91 de gasolina + R$45.60 de pedágio (R$22.80 por trecho).

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Praias de Paraty

Vejo muitos posts em blogs e grupos sobre “Paraty não ter praias boas sem ser de barco”, “se quer praia vá pra Trindade”, ou “não ter o que fazer em mais de um dia em Paraty”, então quis escrever um pouco sobre isso.
Como em Paraty tem MUITA coisa pra fazer (vou pra lá há 23 anos, algumas vezes por ano, e ainda não consegui conhecer tudo), vou focar inicialmente nas praias. Inclusive, agradeço indicações de novos lugares para visitar! A lista cresce em uma velocidade muito maior do que consigo visitar pra riscar dela, mas é tão gostoso descobrir algum lugar novo!

CENTRO:
A “praia” central de Paraty, próxima ao cais, não é nem considerada praia… acho que não precisa falar muito, tá sempre cheia de barco e com urubus, né?! Ninguém entra mesmo! Esquece essa!
Existem duas praias em Paraty próximas ao centro, que dá pra ir caminhando. Uma delas é a Praia do Pontal, bem próxima ao centro histórico, bastando atravessar a ponte que fica perto da Matriz. Essa praia é controversa, rs, e quando eu era pequena diziam ser bem poluída, mas há alguns anos eu tenho me sentido confortável pra entrar - e alguns paratienses entram também… Na Av. Orlando Carpinelli, “Avenida da Praia”, tem vários hostels, e é um lugar bem legal pra se hospedar!! (Recomendo o Geko, minha escolha oficial após passar por vários hotéis, pousadas e hostels. Só sinto falta de mais tomadas nos quartos!). Continuando um pouco a caminhada, após o morro do Forte tem a Praia do Jabaquara! É mais bonita que a do Pontal e está sempre cheia de famílias paratienses e de turistas. Dá pra passar o dia lá de boa. (:

Praia do Pontal

BR-101:
Caso não se contente com essas duas, dá pra ir de carro, ônibus ou bike para as praias da BR-101, sentido Rio de Janeiro. Lá tem São Gonçalo e São Gonçalinho (de São Gonçalo dá pra ir pra Ilha do Pelado, que eu nunca fui mas morro de vontade!), Corumbê, Praia Grande, entre outras. Conheço essas apenas, e recomendo as duas primeiras!

COSTA LESTE:
A minha paixão são as praias da Costa Leste: quase todo mundo conhece a Praia do Sono, que fica a 40 min de caminhada desde a Vila Oratório (ou barco desde o cais de Laranjeiras), mas vejo bem menos comentários sobre as vizinhas: a Praia de Antigos fica a apenas 20 minutos do Sono (uma subida intensa sob sol forte e uma descida íngreme na mata, porém rapidinhas!), a de Antiguinhos pouco depois, e se quiser esticar o dia ainda dá pra ir pra Ponta Negra! ;)
Fui algumas vezes pra Ponta Negra, dá +- 2h30, 3h de caminhada (7.8 km) desde a Vila Oratório (com cargueira). Antes de chegar lá, passa-se pela Galhetas, uma praia de pedras. Uma opção pra quem tem pouco tempo é ir pela trilha e voltar de barco! Quem conseguir ir super cedo pra lá - ou, melhor ainda, quem dormir em Ponta Negra - pode aproveitar pra ir pra conhecer a cachoeira do Saco Bravo (que ainda não consegui ir…). Quem for, pode se preparar pra uma subida pesada: são apenas 4.2 km de caminhada, mas que são feitos em 2h30 (leve, sem cargueira!). Não comece a trilha após o meio dia!!
Na Costa Leste também ficam algumas das joias de Paraty, como a Sumaca, Martim de Sá, Cairuçu das Pedras. Essas são acessíveis apenas de barco ou trilha. Procurem por Travessia da Joatinga, é feita em 3-5 dias de caminhada (dependendo de se você começar no Pouso da Cajaíba ou na Praia do Cruzeiro, no Saco do Mamanguá).

A famosa piscina de Cairuçu das Pedras
Por falar em Saco do Mamanguá, você conhece Paraty Mirim? É um dos lugares mais encantadores de Paraty! Da BR-101, indo de Paraty sentido SP, passa-se pela entrada de Paraty Mirim um pouco antes da entrada para Laranjeiras e Trindade. Tem ônibus pra lá também!! O lugar já é precioso por si só, mas se você for com um pouco mais de tempo e dinheiro pode aproveitar e fazer um passeio de barco pelo Saco do Mamanguá, único fiorde brasileiro… ;)  São 33 praias no Saco do Mamanguá, de acordo com a página oficial de Paraty! :O Fui com meus pais e um outro casal que conhecemos em Paraty Mirim, então acabamos ficando mais dentro do barco e em uma ou outra praia de lá… mas estou doidinha pra voltar e subir o Pão de Açúcar: a vista lá de cima é incrível e preciso riscar esse item da minha lista, haha!

Pão de Açúcar visto do passeio de barco pelo Mamanguá

segunda-feira, 13 de março de 2017

Hostels da viagem à Patagônia - parte 1


Nesse primeiro post, falo dos dois hostels em que fiquei em El Calafate e do que me hospedei em El Chaltén. Fico devendo a segunda metade da viagem, em Puerto Natales e Buenos Aires. No relato resumido, eu já atribuo notas a cada um dos hostels, ainda que não entre em detalhes sobre elas.

El Calafate:
Estive em El Calafate em três momentos da minha viagem:
1) chegada e curtir a cidade: 3 noites
Eu me hospedei no Bla Guesthouse por ter lido boas coisas a respeito no fórum do Mochileiros. Havia considerado também o America del Sur, porém preferi a localização do Bla Guesthouse.
Quarto: peguei um quarto para 8 pessoas, distribuídas em 4 beliches. O quarto era bem grande, as camas não ficavam tão próximas umas das outras. Havia bastante espaço no chão, além de uma mesa/escrivaninha. O hostel disponibilizavam roupas de cama e cobertores, e o aquecimento do quarto era adequado. Todas as camas dispunham de tomadas próprias. Fiquei na cama de cima e o espaço até o teto era um pouco pequeno, mas nada que atrapalhasse. A cama era bem confortável, o beliche não fazia barulho nem se mexia.
Locker: todo mundo tinha seu próprio locker dentro do quarto, era bem espaçoso. Precisava de cadeado (mas havia alguns disponíveis na recepção, não sei se para empréstimo/aluguel).
Banheiro: a princípio, pareceu haver poucos banheiros para muitos hóspedes. Porém, em momento algum foi problema, os banheiros sempre estavam disponíveis quando eu precisava. Como os horários de todo mundo no hostel coincidem, acredito que não seja problema mesmo. Os banheiros eram mistos. Havia dois banheiros com vaso e pia, e um banheiro com dois chuveiros apenas. Os chuveiros tinham uma espécie de ‘hall’, de forma que dava para deixar suas coisas sem ser dentro do chuveiro e nem no espaço comum!
Equipe: nota mil. Muito educadas, simpáticas e prestativas. Chamavam cada hóspede pelo nome, estavam sempre com sorrisos no rosto, davam dicas, faziam reservas, pesquisavam informações se você precisasse. Pude tomar café da manhã no meu primeiro dia na cidade, apesar de o check-in ser somente a partir das 15h e eu ter chegado às 9h. Além disso, após o check-out eu ainda podia transitar livremente pelo hostel, utilizando todas as áreas comuns (inclusive chuveiro). Fizeram com que eu me sentisse em casa.
Localização: a apenas duas quadras da avenida principal, no plano (parte baixa da cidade), com fácil acesso a absolutamente tudo. Bastante seguro, também.
Limpeza: muito boa. Arrumavam até as camas! Quartos, banheiros, cozinha e área comum estavam sempre limpos e agradáveis.
Café da manhã: excelente, acho que eu nunca vi tanta fruta num café da manhã: em um dos dias, contei oito variedades! Além disso, dois tipos de pães, com manteiga, requeijão, geleia e doce de leite, dois ou três tipos de bolo, vários chás, café com leite e suco.
Ambiente: a área comum e as mesas de café da manhã propiciavam contato com os demais guests, mas conversei com mais gente foi na cozinha mesmo, preparando as refeições para os dias seguintes.
Minha avaliação no Booking.com: 10

2) ponto de parada entre El Chaitén e Puerto Natales: 1 noite
Quis ficar em um lugar diferente por dois motivos: conhecer mais um hostel na cidade e ficar mais perto da rodoviária, já que eu chegaria de noitinha de El Chaitén (21h30) e sairia cedo para Puerto Natales (8h) no dia seguinte. Optei pelo Penguin Hostel após ver a localização e a nota no Booking.
Quarto: muito aconchegante. Fiquei em um quarto com uma beliche e duas camas de solteiro. O quarto não era tão grande, mas parecia um chapeuzinho, era uma delícia. A cama era bem confortável e todo mundo tinha tomada própria.
Locker: todo mundo tinha locker. Não cabia a mochila inteira, mas estava de excelente tamanho para guardar o básico.
Banheiro: poucos e pequenos, chão constantemente molhado. Design ruim (dois banheiros ‘completos’, isso é, com vaso, chuveiro e pia), de forma que se houvesse alguém tomando banho não era possível escovar os dentes.
Equipe: agradável e acolhedora.
Localização: embora tudo em El Calafate seja próximo (a menos que você se hospede perto do Lago Argentino), não foi o melhor lugar para ficar. Para ir da avenida principal até lá, além de subida, passava por ruas escuras, em que não me senti tão confortável, embora soubesse que os riscos eram próximos de zero.
Limpeza: quarto ok, banheiro alagado era algo chato (complicado vestir calça num banheiro assim, por exemplo, ou mesmo de ir ao banheiro à noite com chinelo e meias).
Café da manhã: não havia.
Ambiente: não havia um ambiente de fato de integração, somente conversei com algumas pessoas do quarto.
Minha avaliação no Booking.com: 7.9

3) ponto de parada entre Puerto Natales e Buenos Aires: 1 noite
Fiquei novamente no Bla Guesthouse para facilitar a alocação de transfer pro aeroporto. A avaliação está mesclada com a do primeiro momento na cidade.

El Chaltén:
Fiquei em El Chaitén por 5 dias e 4 noites, no Pioneros del Valle.
Quarto: pequeno para oito pessoas, se houvesse alguém sentado na cama amarrando os sapatos não dava para outro passar. Também não dava pra entrar no quarto se houvesse alguém mexendo no locker. Não havia espaço para mais nada no quarto. Tampouco havia tomadas disponíveis (apenas três, considerando a do banheiro, para outro pessoas).
Locker: disponíveis dentro do quarto para todo mundo, em excelente tamanho. Cabia tranquilamente a cargueira (que bom, pois não havia qualquer outro espaço no quarto para deixá-la).
Banheiro: bom design (vaso, pia e chuveiro separados), tudo sem chave. O chuveiro tinha uma péssima drenagem e era bem nojento. Tinha que esperar uns dez minutos após alguém sair do banho para ter condições de entrar, e você ficava alagado na própria água, sem ter muito como evitar isso - eu subia na divisão entre chuveiro e resto do banheiro, e me apoiava nas torneiras… Não havia NENHUM lugar para apoiar shampoo, sabonete, etc, era bem nojento. E só havia dois penduradores, então era desconfortável lidar com roupa suja + roupa limpa + toalha.
Equipe: bem fraquinha, capacidade limitada. Não sabiam dar muitas informações, não eram capazes de resolver problemas, não se esforçavam para serem agradáveis. Após o check-out, não era possível nem mesmo deixar a mochila no hostel sem pagar por isso. Como eu fiz o check-out de manhã e viajaria somente no final da tarde, pedi, como favor, para deixar a mochila em uma agência de turismo próxima à rodoviária.
Localização: excelente, no meio da avenida principal.
Limpeza: terrível. O quarto era bem fedido, em uma das noites o meu nariz tapou e até fui dormir na área comum (sala) para conseguir respirar. Chuveiro nojento. Cozinha bem porquinha também.
Café da manhã: não havia. Podia ser comprado por fora, mas era super simples e caro (AR$120).

Ambiente: todo mundo se juntava em um pedacinho da cozinha que era o único que pegava o Wifi, e acabava interagindo um pouco por aí. Também na cozinha havia uma TV, em dias de jogo era outro point para fazer amizades. Não vi a sala da área comum ser usada em nenhum momento. Conversei com as pessoas do quarto também.
Minha avaliação no Booking.com: 4.6

sábado, 11 de março de 2017

Loma del Pliegue Tumbado

Planejamento:
Parte do meu planejamento, detalhado aqui, foi, obviamente, buscar trilhas na região de El Chaitén. Coletei material em páginas dedicadas ao assunto, procurei por posts em blogs, fóruns e grupos do Facebook escritos por quem já tivesse feito, esmiucei o Wikiloc. Encontrei muita informação a respeito da Laguna Torre (e um pouco menos sobre o Mirador Maestri), sobre a Laguna de los Tres e sobre as trilhas menores, como o Mirador de los Cóndores y las Águilas e Chorrillo del Salto.
Vi algumas poucas referências sobre Loma del Pliegue Tumbado, mas o pouco que eu li a respeito e as fotos que eu vi do lugar me convenceram de que seria um de meus destinos obrigatórios. Também consegui o tracklog desta trilha, com alguma facilidade. No hostel, conversei com uma menina (namorada de um dos recepcionistas), que havia feito recentemente e me mostrou outras fotos bem bonitas e que me recomendou ir em um dia com o céu bem aberto. Isso é um pouco de questão de sorte na Patagônia, mas a regra é: se acordou e o dia está aberto, comece a caminhar.

No dia:
Eu cheguei em El Chaitén no dia 21/02, e, por ter apenas meio dia disponível, aproveitei para fazer a Laguna Torre - apesar da distância, não é uma trilha difícil de ser feita, então eu não precisaria queimar um dia inteiro para ela. No dia 22/02, escolhi a Laguna de los Tres, por ser a trilha mais importante e famosa entre os turistas da região. No dia 23/02, além do meu cansaço, havia diversas nuvens cinzas e pretas no céu pela manhã, de forma que preferi não arriscar uma trilha mais longa, queimando o dia - que, ao final, se abriu e revelou maravilhoso. No dia 24/02 tive a mesma sorte do dia 22/02: um dia perfeito desde suas primeiras horas.
Parti para a caminhada, que se inicia próxima à guarita do Parque Nacional. O início da trilha é o mesmo do Mirador de los Cóndores y las Águilas, porém logo há uma bifurcação, onde tomo à direita. Também à direita segue a trilha para Laguna Toro, uma caminhada de dois dias, com registro obrigatório, que por desconhecimento e falta de preparo físico eu tive que deixar para uma próxima. As duas trilhas compartilham as duas primeiras horas de caminhada, havendo uma bifurcação (bem definida) a seguir (Laguna Toro à esquerda e Loma del Pliegue Tumbado à direita). Diferentemente das outras trilhas que eu havia feito, que eram em sua maior parte planas com trechos bastante íngremes, a Loma del Pliegue Tumbado era inteira íngreme. O esforço não é absurdo (como o final da Laguna de los Tres, por exemplo) pelo fato de a subida ser muito bem distribuída em toda sua extensão. Mas, ainda assim, são 11 km de trilha, em ascensão constante! O início da trilha está a 346 m do nível do mar e o finalzinho a 1.532 m (Confira o tracklog aqui).

A trilha:
A trilha é bem delimitada, mas, ao contrário das outras em El Chaitén, não conta com placas indicando a quilometragem. Tem menor disponibilidade de água do que as outras que eu fiz, também, mas ainda permite reabastecer os cantis em três diferentes momentos, sendo o segundo e o terceiro bastante próximos, em cerca de 65%-70% do percurso. Aproveite para pegar água sempre que for possível!
O início da trilha é bastante exposto, em pasto. Desde muito cedo já se tem vistas incríveis! Após cerca de 3 km, entra-se em um bosque, por onde se caminha mais tranquilamente devido à sombra. No início desse bosque, há o primeiro ponto de água corrente disponível. O trecho por dentro do bosque é bastante grande, chegando a assustar um pouco. A última parte da trilha volta a ser aberta (pasto), inclusive com uma placa informando sobre a possibilidade de se cruzar com vacas selvagens e como lidar com elas! Durante boa parte do caminho, pode-se ver o Fitz Roy. Nunca me pareceu tão próximo, nem mesmo do mirante da Laguna de los Tres! Por um tempo consideravelmente longo, a sensação que eu tinha era de que em poucos minutos eu colocaria os pés no Fitz Roy… claramente isso não aconteceria, pois para se chegar até sua base é necessária uma “trilha” selvagem e não demarcada que dura de 3 a 4 dias, sendo que somente escaladores e outros exploradores conseguem autorização para fazê-la!

O final:

A vista lá de cima é algo de outro mundo. Foi, sem a menor dúvida, a paisagem mais bonita de El Chaitén. Pode-se ver o Cerro Solo, Cerro Torre (que tinha se escondido de mim no dia 21/02, o danado!), Laguna Torre, Fitz Roy, Laguna Capri, Lago Viedma… não deixe de subir ao mirante que fica próximo à placa indicando o final da trilha. Há uma trilha razoavelmente bem demarcada por ele, por onde dezenas de pessoas também passam. É um trecho mais perigoso e escorregadio, mas pode-se fazê-lo com cuidado e sem grandes inconvenientes ou surpresas. Eu subi em cerca de 30 ou 40 minutos. De seu topo, vista de 360 graus, inesquecível!
O retorno, apesar da quilometragem, foi bastante tranquilo e rápido de ser feito, sendo a maior parte (claro) dentro do bosque. Como anoitece bem tarde no verão de El Chaltén, não era problema passar pelo bosque no "final" da tarde (17h, 18h). Assim como do retorno de outras trilhas, é possível ver a cidade pequenininha ao fundo na paisagem!
Foi uma das trilhas que eu mais gostei de ter feito. Apesar de não ser a mais famosa ou visitada, seria a minha recomendação para um viajante que tivesse apenas um dia (inteiro!!) em El Chaltén.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Guia de cervejas e cervejarias em El Chaltén

Onde beber em El Chaltén?

Embora a cidade inspire uma viagem mais saudável, com trilhas e atividades mais voltadas à natureza, não dá para ignorar o excelente lúpulo patagônico, não é mesmo? A cidade tem lugares super charmosos para se tomar uma cervejinha (ou várias!) no final do dia e repor as energias gastas!
Quando eu procurei antes de viajar, encontrei somente duas: La Cervecería - Cervecería El Chaltén e Cervecería Don Guerra, ambas na Av San Martín, bastante próximas uma da outra.
Chegando em El Chaltén, descobri que não eram as únicas - e nem mesmo as melhores. De modo geral, gostei muito da experiência cervejeira por lá!

La Cervecería/El Chaltén: mais do que uma cervejaria, um restaurante. Preco bastante razoável para a cidade e comi muito bem. Tinham somente dois estilos de cerveja, pilsner (3.25) e bock (4.25).

Cervecería Don Guerra: fui um dia à noitinha, sentei junto ao balcão e provei as três cervejas disponíveis: rubia (3.0), roja (3.75), negra (3.25). O bar é super agradável e tem a decoracão divertida. O instagram deles (@cerveceriadonguerra) é super descolado!

B&B Beers & Burgers: esse foi o meu lugar preferido! Três variedades da Esquel on tap (golden ale (3.75), red ale (3.75), stout (4.0)), com precinho de happy hour. Ambiente agradável, descontraído, com música e possibilidade de ver o pôr-do-sol de lá mesmo. Era sempre um dos lugares mais cheios, sem que isso prejudicasse o atendimento.

Rancho Grande: quando eu fui lá, quase todas as torneiras de chopp estavam vazias, havia somente uma Porter da Lowther (3.0). Vale lembrar que é um restaurante 24 horas e que conta também com hospedaria.

Resto El Muro: na saída da trilha para o Fitz Roy (Laguna de los Tres). Contavam com três variedades on tap da cerveja Araucana, mas a negra estava em falta. Tomei a rubia (3.5) e a rojiza fuerte (4.0). Lugar simples e pequeno, mas aconchegante e charmoso, com atendimento excelente. Pagamento somente em dinheiro.

Lagula de los Tres: acabei indo parar lá por ser dos únicos lugares abertos para comer tarde da noite. Saiu melhor que a encomenda: uma geladeira cheinha de cervejas artesanais (especialmente Antares e Otromundo), um sanduíche delicioso de berinjela e um showzinho de música ao vivo com clima bem intimista. Gostaria de voltar outras vezes!

La Vinería: poucas vezes na vida eu vi tantas cervejas em um mesmo lugar. menos vezes ainda eu vi tantas que eu ainda não tivesse experimentado ou mesmo ouvido falar. Não é preciso dizer que eu amei, né? Foi até difícil de escolher as cervejas por lá, e acabei optando por três avermelhadas: Supay, Emperador e El Dragon Verde, dando nota 3.5 para todas elas. Pode pagar a conta no final e aceita cartões!

Glaciares: fui por recomendacão dos funcionários do hostel, só por isso já deveria saber que não seria grandes coisas. Só tinha uma cerveja on tap, a rubia da El Duende (2.0), que não sabiam nem me dizer exatamente de onde era. Pouquíssimas opcões em garrafa (acho que somente da Otromundo, e umas duas ou três). Acho que não era por acaso que estava sempre vazio.

Patagonicus: na verdade é um restaurante, mas possui cerveja própria homônima. Experimentei as três variedades (rubia (3.0), roja (3.5) e negra (2.75)), aprovando todas elas. O atendimento era apenas OK (mais de uma vez precisei ir ao balcão pedir que alguém me atendesse, porém todos eram muito simpáticos).

Pangea: também é um restaurante, com preco um pouco mais elevado do que os outros lugares em que jantei em El Chaltén. Ambiente diferenciado e comida excelente. Nele, tomei as cervejas Beagle, de Ushuaia, nas variedades golden ale (4.0), red ale (4.0). Havia também a negra (3.75), que tomei em outra ocasião.

Cayetano: falaram muito bem deste lugar, sobretudo do Happy Hour, mas não tive tempo hábil de ir conhecer. Ficou na lista para uma próxima vez.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Big Ice: Ice Trekking no Perito Moreno


Big Ice: informações iniciais e reserva

O passeio Big Ice: Ice trekking pelo glaciar Perito Moreno era um dos que eu estava mais animada para fazer. Havia lido bastante sobre ice trekking e sobre as diferenças entre o Big Ice (AR$ 4000) e o Mini Trekking (AR$ 2000), e estava bastante motivada a fazer a versão longa. Não à toa, reservei com a maior antecedência que me foi possível. O processo é feito via Internet, na página da Hielo y Aventura. Você faz uma pré-reserva com seu e-mail e recebe dois documentos para preencher, sendo um para os dados do pagamento e outro uma ficha médica.
O pagamento é feito com cartão de crédito de uma forma bastante suspeita: você preenche, no formulário, o número de seu cartão, data de validade e código de segurança, e envia para a empresa. Recomendo a utilização de um cartão virtual para isso (se o seu banco não provê isso, hora de mudar para um mais moderno!). Gerei no Itaucard um cartão exclusivamente para esse propósito e dormi com a tranquilidade de quem não terá o seu cartão clonados.
A ficha médica pergunta sobre alergias, diabetes, doenças cardíacas, epilepsia, desmaios e ausências, asma, hipertensão, cirurgias, medicações de uso habitual e várias coisas sobre ortopedia: coluna, joelhos, tornozelos e lesões de modo geral. A companhia se reserva o direito de recusar passageiros que porventura possam ter problemas durante a caminhada, que não é curta nem fácil.
Por falar em restrições, o Big Ice só é realizado entre os meses de setembro a abril, e somente para pessoas entre 18 e 50 anos, sem exceções. O Mini Trekking, realizado entre agosto e maio, é um pouco mais flexível, permitido a quem tenha entre 10 e 65 anos.

O que levar: roupa adequada (calça e jaqueta impermeáveis), bota de trekking, óculos escuros e protetor solar (o sol e a neve são uma combinação terrível!), luvas, gorro/chapéu, comida para o dia inteiro e água. Não precisa levar muita água, pois pode-se beber do glaciar!

No dia da excursão:

O transfer me buscou às 7h no hostel. Seguimos para o Parque Nacional Los Glaciares, cerca de uma hora de distância da cidade. A primeira parada é nas plataformas de observação do Perito Moreno, onde se tem de 40 a 60 minutos. Recomenda-se seguir o caminho demarcado em amarelo, chamado “Paseo Central”, devido ao pouco tempo disponível. Este caminho tem complexidade baixa e a duração estimada é de 1h. Na verdade, são apenas 700 metros de caminhada, que duram no máximo 15 minutos. O restante do tempo é dedicado a paradas para fotografia, observação do imponente glaciar e, com alguma sorte, de algum desprendimento de iceberg. Eu vi dois, mas foram pequenos e não muito emocionantes. O barulho dos icebergs maiores se desprendendo é simplesmente sensacional (mas infelizmente o ocorrido foi em faces do Perito Moreno que não tínhamos como observar).
De volta ao ônibus, a próxima parada é no pier “Bajo de las Sombras”, onde tem início a segunda etapa da excursão: uma navegação de 10 a 15 minutos que cruza o Brazo Rico. Começamos, agora, a terceira parte: uma caminhada, ainda fora do gelo, de cerca de 1h30, por um terreno tranquilo, porém bastante íngreme. No caminho, há duas paradas. A primeira em um refúgio, para que os guias se certifiquem de que todos os aventureiros possuem o equipamento adequado para seguir: botas, jaqueta, luvas e mochila. Eles emprestam caso alguém tenha se esquecido de algo, ou caso o material que apresente seja insuficiente. A segunda parada é numa cabana, já bastante próxima do glaciar. Lá, cada participante ganha uma cadeirinha de escalada/rapel e um par de crampones, que são estruturas metálicas com ganchos que ajudam a caminhar pelo gelo. Porém, devemos carregá-los nas mãos até chegar no gelo. Quem faz o Mini-Trekking inicia a jornada pertinho do ponto de desembarque, não fazendo essa pré-trilha de 1h30.
Uma vez que todos estejam no gelo, os guias começam a colocar os crampones em todo mundo e ensinam as técnicas básicas: como caminhar no plano, na subida e na descida, tomando cuidado para não enroscar um pé no outro. Nem preciso dizer que em menos de 5 minutos eu já tinha derrubado o celular no chão (quase que na água) e já tinha me atrapalhado com os pés, caindo de frente. O gelo corta muito, e por isso é bastante importante utilizar as luvas! Teria rasgado as mãos se estivesse sem elas.
Somos divididos em grupos de dez pessoas, com dois guias para cada. Diferentemente do Mini Trekking, que tem um percurso pré-definido, o Big Ice é decidido na hora, com base no que os guias observam da geleira e do grupo. O percurso dura cerca de três horas, com uma parada rápida para almoço. Durante o caminho, os guias vão nos explicando a história e a formação dos glaciares, as estruturas como lagoas, cavernas, sumideros, é bastante interessante!! Apesar de serem três horas de caminhada, o ritmo é bem tranquilo. Eu achava que seria pior do que isso, especialmente pelo uso dos crampones (cada um pesa 400g). O Mini-Trekking tem duração de 1h30 no gelo.
No retorno, é servido café com leite no refúgio, enquanto aguardamos a volta do barco. Já no barco, são oferecidos um alfaiar, um chaveiro que imita uma bota de trekking com crampon e um copo de whisky (infelizmente não me lembro qual whisky, mas era bom!) com gelo do glaciar. Voltamos ao ônibus e à cidade de El Calafate, sendo devolvidos nas respectivas hospedagens.

Já no hostel, conversei com um casal jovem de Comodoro Rivadavia que havia feito o Mini Trekking. Honestamente, pelas fotos eu não senti grandes diferenças em relação ao que eu tinha feito. Porém, quase todas as pessoas (exceto o casal) com quem eu conversei que haviam feito o Mini Trekking disseram ter achado meio fraco e gostariam de ter feito o Big Ice.