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Treinamento de Xadrez: ciclo 9, dia 1
domingo, 30 de agosto de 2009
Analisei a partida Eriksson, Anna 0-1 Ratcu, Tatiana. Por todo o
tempo, tive a impressão de que Eriksson estava buscando apenas um
empate. Há muitos, muitos anos, a mãe das irmãs Farhat me disse que
quem busca um empate acaba perdendo. Verifiquei isso
experimentalmente. Também verifiquei uma extensão disso: quem estuda
para tirar 5.0 não o consegue.
De volta a Eriksson-Ratcu, este jogo não fugiu à regra: as brancas
perderam (devido a uma combinação bem legalzinha, diga-se de
passagem!).
Jogo tranquilo e lógico até o movimento de número 9. Este 9. Nf5 não
faz nada! Não ameaça, não protege... e ainda abre uma brecha para as
pretas jogarem 9... g6 e seguirem com o bispo fianchettado (que me
parece superior, atacando diretamente no centro, do que um passivo
Be7).
O lance 11. Nce3 foi outro de que não gostei. Eu prefiro 11. Be2,
permitindo o roque, ou, quem sabe, até mesmo 11. o-o-o. Para esta
segunda opção, no entanto, seria necessária uma análise bem mais
detalhada, já que temos uma dama em a5 e um peão em b5 que podem
facilitar um ataque. O lance jogado (11. Be2) facilita o roque da ala
da dama, porém realmente não me agrada o bispo preso em f1... Preciso
estudar melhor a linha, talvez seja comum esta posição. À primeira
vista, no entanto, eu não jogaria dessa forma.
As pretas trocaram a dama, fazendo recuar o bispo branco. Roques de
lados opostos, chamando para um jogo de ataques.
As brancas iniciam seu avanço de peões na ala do rei. Pretas diminuem
a tensão no centro. Muitas trocas acontecem, melhorando a posição dos
bispos pretos, ambos em fianchetto. Eu, de brancas, não teria trocado
tantas peças menores, especialmente tendo o peão de 'e' isolado. O
Crafty concorda comigo e prefere 17. fxe4. Mas ele não gosta de 18...
Ne5 (que eu jogaria!), preferindo 18... Nf6. Para 20. Nf3, ele calcula
-1.61, preferindo 20. Nb3.
Apesar das pequenas imprecisões, o jogo seguiu de forma natural até o
lance 22. Já 23. c3 foi um erro grave, entregando a partida... O erro
poderia ser explorado com 23... Rxd3, porém Ratcu só viu o tático no
lance seguinte. Em lugar de 23. c3, deveria ter sido jogado 23. b3.
Ratcu respondeu com 23... Rfe8, dando às brancas a oportunidade de
escapar. Embora continuassem inferiores, 24. Bc2 exigiria mais luta
por parte das pretas (-1.62 é uma boa vantagem, porém ainda haveria
muitos lances pela frente). As brancas erraram novamente com 24. g4, e
o segundo erro de Anna não foi perdoado: 24... Rxd3, levando as
brancas ao abandono imediato. Crafty avalia o jogo em -6.78.

Meu desempenho em tática ainda está sofrível, porém hoje tive outra
ridícula melhora. Consegui o incrível score de 14A16E, ihul! Quase
50%. Se a cada dia eu melhorar 1/30, em breve estarei boa. :-)

Para finalizar, um pouco de Nimzo. Eu trouxe o "Meu Sistema" e o
"Xadrez Básico" para São Paulo. Diferentemente dos livros da
faculdade, eles não vêm a passeio, mas a trabalho. Hehehe. :)
Terminei a teoria do Nimzo sobre as cravadas, agora me faltam somente
as partidas para encerrar o capítulo. São três, de modo que no final
do décimo ciclo é que eu devo encerrá-lo. O próximo tema é o xeque
descoberto, cujo capítulo é super curto. Até lá, deixe-me aproveitar
as cravadas, já que há pouquíssimo tempo eu me lamentei que não as via
jamais, hehehe. :)

imaginado por andreavb às 00:34  
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